9 sinais de que você é uma alma antiga

9 sinais de que você é uma alma antiga

Fonte: http://thesecret.tv.br/2014/10/9-sinais-de-que-voce-e-uma-velha-alma/

Há um tipo especial de pessoa em nosso mundo que se encontra sozinha e isolada, quase desde o nascimento. Sua existência solitária não é por uma preferência ou um temperamento antisocial, ela é simplesmente da idade, velha de coração, velha na mente e velha na alma.
Essa pessoa é uma alma antiga que possui uma visão de vida muito diferente e mais amadurecida do que daquelas ao seu redor. Como resultado, a velha alma vive sua vida internamente passeando em seu próprio caminho solitário, enquanto o resto do rebanho ao seu redor segue outro caminho.
Talvez você já tenha experimentado isso em sua própria vida, ou testemunhado em outra pessoa? Se assim for, este artigo é dedicado a você, na esperança de que o ajude a definir-se ou a compreender melhor o outro.


A velha alma
Robert Frost, Eckhart Tolle e até mesmo Nick Jonas têm sido chamados assim; talvez até mesmo você tem sido… Eu, como muitos deles, fiz esta auto descoberta após a reunião com Sol, que me contou sobre sua infância como um menino precoce e inteligente que teria amizade com os professores ao invés de alunos, apenas porque eles eram muito diferentes de si, e de como relatou sua incapacidade de encontrar interesse e conexão com as pessoas de sua idade. Descobri que sentia o mesmo que Sol. E ainda sinto.
Se você ainda não descobriu se é uma velha alma, leia alguns dos sinais reveladores abaixo:
1. Você tende a ser um solitário.
Devido ao fato de que as velhas almas são desinteressadas ​​nas atividades e interesses de pessoas de sua faixa etária, elas acham lamentável fazer amizade com pessoas que possuem dificuldades de se relacionar. Assim, as velhas almas tendem a encontrarem-se sozinhas a maior parte do tempo… as pessoas simplesmente não se relacionam com elas.
2. Você ama o conhecimento, a sabedoria e a verdade.
Sim …Isso parece um pouco grandioso e excessivamente nobre, mas a velha alma se encontra naturalmente gravitando para o lado intelectual da vida. Velhas almas entendem que o conhecimento é poder, a sabedoria é a felicidade e a verdade é a liberdade. Então por que não buscar tais coisas? Essas atividades são mais significativas para elas do que ler sobre as últimas fofocas do mais recente namorado de uma famosa qualquer, ou os últimos resultados do futebol.
3. Você é espiritualmente inclinado.
Velhas almas são mais emocionais e tendem a naturezas sensíveis e espirituais, a superar os limites do ego, a buscar a iluminação, promover o amor e a paz. Estas são suas principais atividades, pois para o uso gratificante do tempo é algo sábio.
4. Você entende a transitoriedade da vida.
Velhas almas são frequentemente atormentadas com lembranças não só da sua própria mortalidade, mas de tudo e de todos ao seu redor. Isto faz com que eles sejam cautelosos e por vezes sabiamente se retirem, buscando uma melhor maneira de viverem suas vidas.
5. Você é pensativo e introspectivo.
Velhas almas tendem a pensar muito sobre tudo. Sua capacidade de refletir e aprender com as suas ações e as ações dos outros é o seu maior mestre na vida. Uma razão pela qual as almas sentem tanto no coração é porque elas aprenderam muitas lições através de seus próprios processos de pensamentos, e possuem muito conhecimento sobre diversas situações da vida devido a sua capacidade de silêncio e de atenta observação do que se passa ao seu redor.
“Com que idade você estaria se você não soubesse quantos anos tem?”
Satchel Paige
6. Você vê o panorâmica da situação.
Raramente velhas almas se perdem em detalhes superficiais, promoções no trabalho, bustos e homenagens na TV, artificialidades em geral… Velhas almas têm a tendência de olhar para a vida a partir de uma visão panorâmica, vendo qual o caminho mais sensato e significativo para abordar a vida. Quando confrontadas com questões, velhas almas tendem a vê-las como dores temporários que apenas servem para aumentar a quantidade de alegria sentida no futuro. Consequentemente, velhas almas tendem a ser plácidas, de natureza estável, como resultado de sua abordagem à vida.
7. Você não é materialista.
Riqueza, status, fama, e a última versão do iPhone são um fardo para as velhas almas, que não veem o propósito de perseguir coisas que podem ser facilmente tiradas de seu meio. Além disso, elas possuem pouco tempo e interesse pelas coisas de curta duração na vida, pois estas trazem consigo pouco significado ou satisfação duradoura.
8. Você era uma criança estranha e socialmente mal adaptada.
Isso nem sempre é o caso, mas muitas almas apresentam sinais estranhos de maturidade em idades jovens. Muitas vezes essas crianças são rotuladas como “precoces”, “introvertidas” ou “rebeldes”, deixando de se enquadrar nos comportamentos tradicionais. Geralmente são extremamente curiosas e inteligentes, vendo a inutilidade de muitas coisas que seus professores, pais e colegas proferem, resistindo a elas de forma passiva ou agressiva. Se você pode falar com seu filho/filha como se ele/ela fosse um adulto, você provavelmente tem uma velha alma sob seus cuidados.
9. Você apenas “sente” a idade.
Antes de colocar um nome para o que eu sentia experimentei algumas sensações de ser simplesmente uma “pessoa idosa” por dentro… Os sentimentos que acompanham uma velha alma geralmente são: desconfiança mundial, cansaço mental, paciência vigilante e calma destacada. Infelizmente, muitas vezes isso pode ser percebido como indiferença e frieza, apenas um dos muitos mitos em relação a uma velha alma. Assim como algumas pessoas já de idade se descrevem como sendo “jovens de coração”, também os jovens podem se sentir “velhos no coração”.
Fonte: CiganoAzul

Fonte: http://thesecret.tv.br/2014/10/9-sinais-de-que-voce-e-uma-velha-alma/

Paciência (Autoria Desconhecida)

Paciência (Autoria Desconhecida)
No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem. 
Ela disse:
Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador..
– Um bonito garoto – respondeu o homem – e completou: – Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.
Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.
– Melissa, o que você acha de irmos?
Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos!
O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua bicicleta, para alegria de seu coração
Os minutos se passaram, o pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
– Hora de irmos, agora?
Mas, outra vez Melissa pediu:
– Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos!
O homem sorriu e disse:
– Está certo!
– O senhor é certamente um pai muito paciente – comentou a mulher ao seu lado.
O homem sorriu e disse:
– O irmão mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista bêbado,
quando montava sua bicicleta perto daqui.   Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.
Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar…

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Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as suas?

(Autoria Desconhecida)

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida… (Luis Fernando Veríssimo)

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida…
(Luis Fernando Veríssimo)

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
“Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa.
Você está convidado para o velório na quadra de esportes”.
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
– Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
– Ainda bem que esse infeliz morreu !
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: “Quem está nesse caixão”?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo… Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. “SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA… QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA.”
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando “você muda”.

Luis Fernando Veríssimo

Eu não sou preconceituoso, mas… (Fonte: Blog Um Livro Qualquer – Link abaixo)

Eu não sou preconceituoso, mas…
(Fonte: Blog Um Livro Qualquer – Link abaixo)

Tenho vergonha de estar na presença – mesmo que virtual – de pessoas que fazem comentários preconceituosos. Tenho vergonha quando publico algo sobre amor e envolve um casal gay, e as pessoas fazem comentários preconceituosos na página ou aqui no blog. Tenho vergonha de saber que tais pessoas me seguem, mas, a verdade é que, quando escrevo sobre preconceito, escrevo para elas, em razão deles, e por acreditar que podem mudar. Ironia é ouvir que sou preconceituoso contra pessoas preconceituosas. Acreditem, já ouvi isso mais de uma vez, e nem explicarei aqui, a diferença entre preconceito e opinião, porque o assunto é outro: literatura.
Quando pisei no mundo da literatura, imaginei que encontraria pessoas mais esclarecidas e menos preconceituosas, isso porque o preconceito se funda na falta de conhecimento, ou, mais especificamente, no medo pelo desconhecido.  Se você se depara com uma porta, e o lado de dentro está totalmente escuro, certamente você terá algum medo de entrar. Você não sabe o que há lá. Então seu corpo cria o pré-conceito de que lá pode existir algo passível de lhe ferir, para que você aja com cautela. E parece que sempre que lidamos com algo que não estamos habituados, nosso corpo age dessa forma.
Você está habituado a ver homens sem camisas na praia. Você está habituado a ver casais heterossexuais se pegando no shopping. Você está habituado a cruzar com adolescentes brancos de classe média na rua. De repente você uma mulher fazendo topless ou um casal gay se beijando ou um adolescente negro de classe baixa cruzando seu caminho enquanto caminha em direção à padaria. E isso não faz parte do seu mundo – faz parte do mundo, mas não do seu – E seu corpo reage alertando: há algo diferente no ambiente, aja com cautela. Assim está formado o preconceito.  Afinal, você passou sua vida inteira escutando que o certo é o homem ficar com mulheres (veja a sutileza do singular com o plural), que mulheres não devem sentar de perna aberta e muito menos andar sem camisa, sem nunca terem lhe dito o porquê os homens podem e as mulheres não, e você viu na televisão, pobres e negros sendo presos e acusados por furtos e roubos e assaltados e assassinatos e estupros.
Dentro de uma sociedade machista, racista, preconceituosa e controlada pela minoria de uma classe social privilegiada, é difícil se desvencilhar dos nossos preconceitos do dia a dia. Você faz isso quando passa ultrapassa os limites do seu próprio mundo e conhece pessoas e ideias e universos diferentes do seu, e vê que há segurança e amor e seres humanos lá fora das suas fronteiras, e, também, quando deixa outros mundos colidirem e fazerem parte do seu. Assim o preconceito dá lugar à confiança em aceitar aquilo que é diferente.
E os livros fazem isso: submergem os leitores em mundos completamente diferentes dos seus, ampliando seus horizontes e limites deles próprios. Se você pode aceitar, achar fofo e torcer por um vampiro e um humano ou um zumbi e um humano ou um lobo e um humano ou uma fada e um humano ou uma sereia e um humano, ficarem juntos e serem felizes, por que não aceitaria dois humanos amando um ao outro na vida real? Se o seu herói era o garoto rejeitado da história, porque você não pode enxergar o potencial heroico daquele adolescente pobre e negro que cruza seu caminho? Se sua heroína é uma mulher forte, independente, que luta, porque agir com preconceito quando as mulheres são fortes e independentes e agem além do preconceito social?
Infelizmente, muitos leitores enxergam apenas palavras nos livros, mas ainda acredito que a literatura pode unir universos.

Fonte: Blog Um Livro Qualquer – http://umlivroqualquer.blogspot.com.br/2014/03/eu-nao-sou-preconceituoso-mas.html

A Janela do Quarto de Hospital (Autoria Desconhecida)

A Janela do Quarto de Hospital
(Autoria Desconhecida)

Dois homens , ambos gravemente doentes , estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões .
Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas para a janela.
Os homens conversavam horas a fio .
Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, seus empregos, seu envolvimento no serviço militar, locais onde eles passava as férias ..
Todas as tardes , quando o homem da cama perto da janela se sentava , ele passava o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver para aqueles períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora.
A janela dava para um parque com um lindo lago de patos e cisnes brincavam na água enquanto crianças com os seus barquinhos . jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores e uma bela vista da silhueta da cidade podia ser visto na distância.
Quando o homem perto da janela descrevia isto tudo com detalhes requintados , o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava esta cena pitoresca .
Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu um desfile que passava.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda – ele podia vê-lo no olho da sua mente como o senhor a retratava através de palavras descritivas .
Dias , semanas e meses se passaram. Uma manhã , a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela , que tinha morrido tranquilamente em seu sono .
Ela ficou muito triste e chamou o atendentes para que levassem o corpo .
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira ficou feliz em fazer a troca , e depois de ter certeza que ele estava confortável , ela deixou ele sozinho.
Vagarosamente, pacientemente , ele se apoiou em um cotovelo para tomar o seu primeiro olhar para o mundo real.
Fez um grande esforço e lentamente a olhar para fora da janela além da cama .
Ele enfrentou uma parede em branco .
O homem perguntou à enfermeira o que poderia ter levado seu companheiro falecido, que tinha descrito coisas tão maravilhosas fora dessa janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
Ela disse: Talvez ele só queria encorajar você.
epílogo: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas . A dor compartilhada é metade da tristeza , mas a felicidade quando compartilhada, é dobrada .
” Hoje é uma dádiva, é por isso que é chamado de O PRESENTE”

Biografia de Allan Kardec é sucesso de vendas

Biografia de Allan Kardec é sucesso de vendas

Há menos de 20 dias nas livrarias do país, a biografia de Allan Kardec, o codificador do espiritismo, já figura entre as obras mais vendidas. O livro “Kardec: A Biografia” (editora Record) é de Marcel Souto Maior e foi lançado no dia 21 de outubro. Até agora, já foram vendidos 40 mil dos 100 mil exemplares colocados no mercado.

 Se depender da força do personagem, esse número atingido em pouco tempo não será apenas “fogo de palha”. O francês Allan Kardec (1804–1869), cujo nome verdadeiro foi Hippolyte Léon Denizard Rivail, lançou mais de uma dezena de livros sobre a religião e, de acordo com a Federação Espírita Brasileira, mais de 11 milhões de cópias de suas obras já foram comercializadas no país.

Em “Kardec: A Biografia”, Souto Maior vai além da doutrina para contar como o cético professor Hippolyte se tornou um missionário que deu origem ao espiritismo. Em sua pesquisa, o jornalista e escritor usou documentos históricos, como jornais e revistas da época, inclusive originais da “Revista Espírita”, publicada todo mês por Kardec durante 12 anos.

A expectativa é de que a publicação siga os passos do sucesso de “As Vidas de Chico Xavier” (editora LeYa), biografia do mesmo autor. Desde 2003, quando foi lançada, a narrativa sobre o brasileiro já vendeu mais de um milhão de cópias no país, e sua adaptação para o cinema, no filme “Chico Xavier”, dirigido por Daniel Filho, ultrapassou a marca de 3 milhões de espectadores.

De acordo com o IBGE, o número de espíritas autodeclarados no Brasil é de 3,8 milhões, apenas, mas o grupo de simpatizantes com a doutrina criada por Kardec é de 30 milhões, segundo a Federação Espírita Brasileira.

Isso pode explicar o bom desempenho das produções anteriores e o rápido aparecimento de “Kardec: A Biografia” nas listas de mais vendidos das grandes publicações. Nas edições desta semana da revista Veja e da Época, o livro recém-lançado ficou em 7º e 6° lugar, respectivamente, na categoria Não Ficção. Nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo do dia 2 de novembro, a história de Allan Kardec ficou, respectivamente, em 6° e 9º lugar na categoria Não Ficção.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/biografia-de-allan-kardec-e-sucesso-de-vendas

Fórmula do Consolo (Daniela Marchi)

Fórmula do Consolo (Daniela Marchi)
 
 
Ficar triste, todo mundo fica. Eu, talvez, seja mais propensa aos estados de melancolia , mas não chego a me alimentar da tristeza.
 
Os estados de baixa emocional são comuns à alma comum. Uma pessoa como eu, que é ‘comunzinha’ de tudo, mas busca o infinito, sonha com as estrelas, namora a Lua, idealiza um mundo melhor, mas vive presa neste mundo programado pela tradição vigente, vai ter momentos de declínio.
 
Aí você aparece borocoxô e todo mundo fica te olhando de ‘rabo de olho’ e perguntando o porquê daquilo. Raríssimos são os que simplesmente oferecem seu ombro, um abraço, o silêncio.
 
São poucos os que realmente se dispõem a ouvir um desabafo sem criticar ou fazer aquelas odiosas comparações com outras pessoas ou com a conjuntura mundial; “- Olha, tem gente que passa fome”;”Tem coisa pior”; “Saia para espairecer”; “Você sabe que não pode ficar assim”; “Não fale isso” e muitas outras frases pré-fabricadas de quem se dispõe a ajudar.
 
Certa feita, vi triste uma pessoa que nem era muito chegada a mim. De intuição, abracei-a e logo senti, num dos meus ombros, a quentura das lágrimas. O abraço abriu a guarda para o choro, e pedi para que a pessoa xingasse, chorasse, reclamasse o quanto quisesse, porque eu estava lá para ouvir e ‘ombrear’.
 
Hoje em dia, sempre que encontro tal pessoa, ela brinca dizendo que aquele foi o melhor alívio de sua vida. Prozac turbinado de ação instantânea. No dia em que ofereci o alento descobri, sem querer, a fórmula do consolo: SILÊNCIO+OMBRO +ABRAÇO=ALÍVIO.
 
Como sou imperfeita demais da conta e estou sempre barganhando com Deus, sonho com um momento assim: alguém que me conforte e não diga sempre as mesmas coisas, mas apenas ouça. Sou a típica egoísta: se fiz, quero também! Ora!
 
Quanto a sofrer, sofro mesmo, e daí? O sentimento aflora, eu choro porque sou sensível. Fica um pouco a tristeza, mas passa. Passa sem remédio, sem grito, sem briga. Será mesmo que eu sou estranha? Estranho, para mim, é fugir do que te frustra, porque ficará sempre mal resolvido.
 
Para a fuga, estão à disposição a bebida, as noites barulhentas, a comilança, as intermináveis reuniões da galera, que nada acrescentam à convivência nem ao espírito, as compras, os remédios da moda…
 
Eu me recolho no choro, não sei se é fuga, mas não tenho medo de chorar e sofrer. A melancolia me traz profundas reflexões, um auto-conhecimento extraordinário e me inspira na poesia. Este recolhimento melancólico-reflexivo impede, na maioria das vezes, que eu faça ou fale coisas das quais me arrependa depois.
 
Nesta época de Natal, para os ‘não-programados’, como eu, a ‘barra pesa’. Choro, olho as estrelas, mas fico na excelente companhia daquele que aceita a minha pequenez, me compreende e me envolve em abraços de luz sem me julgar ou criticar, o dono da festa, Jesus.
Sejam abençoados.
 
Daniela Marchi – Dezembro de 2012