Pensamentos positivos, negativos e cura (Correio Espírita)

Pensamentos positivos, negativos e cura (Correio Espírita)

Fonte: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/artigos-diversos/1177-pensamentos-negativos-positivos-e-cura

O número de pessoas que passam o dia cultivando pensamentos negativos é altíssimo. Poucas se dão conta de que pensam de forma desequilibrada. Isso é extremamente perigoso para quem emite esse tipo de pensamento, porque depois de um certo tempo, essas emissões mentais ruinosas transformam-se em um terrível problema para o centro de origem.
    Permanecer com os pensamentos de cunho negativo por longos períodos da vida, faz multiplicar os problemas diários, tornando a vida áspera e cheia de dificuldades. O pensamento atrai condições desagradáveis, como se fosse um objeto imantado; ao contrário dos pensamentos positivos, que só atraem coisas boas, correspondendo ao que foi emitido pela mente altruística.
    A reversão do pensamento negativo para efeito de cura, realiza-se através de uma escolha consciente, fazendo uma concentração de pensamentos positivos e altruísticos visando adquirir um novo senso de paz e tranquilidade tão necessárias ás nossas vidas.
    É sumamente importante selecionar o que estamos dizendo mentalmente. Se percebermos que estamos cultivando pensamentos negativos, precisamos bloquear mentalmente esses sentimentos a fim de voltarmos ao ponto normal da vida, alimentando ideias positivas e sadias. Devemos buscar inspiração em alguma coisa de realce no campo do bem, que chame nossa atenção de um modo especial; como por exemplo: recordar uma situação que nos fez rir, ou de algum evento alegre que nos tenha deixado muito felizes.
    A vida é sempre cheia de muitas oportunidades e atrações; estas últimas nos ajudam a superar as dificuldades temporárias que surgirão durante nossa caminhada na direção da luz.

    A melhor maneira de ultrapassar os obstáculos do presente é esquecermos o que de errado fizemos na retaguarda recente ou distante, procurando sempre o lado bom das condições existente na atualidade.
    Outro detalhe importante é a caridade e a compaixão que devemos nutrir pelos nossos semelhantes, principalmente, pelos que estão enfrentando dificuldades no momento atual, angariando assim laços de simpatia e fraternidade, que nos ajudam a descobrir nossa essência divina, que, de modo geral, se acha sempre encoberta pelos nossos vícios, desejos e paixões.
    Nossos pensamentos também melhoram de qualidade quando nos entregamos ao exercício da meditação, da prece, do silêncio e do recolhimento. Dediquemos alguns minutos do nosso tempo para conversar com Deus, no íntimo da nossa alma, buscando uma harmonização ideal para o nosso corpo físico, e, principalmente para o nosso espírito.
    A prática diária da prece e do culto no lar atrai para nosso organismo físico e espiritual, energias cósmicas que descem do Alto, mas que só atingem quem se torna receptivo, cultivando bons hábitos e tendências enobrecidas afinadas com as leis divinas que regem à vida cósmica.
    A natureza não dá saltos espetaculares, e nem existem milagres ao nosso redor, que possam resolver de imediato os nossos problemas; e isso só se resolve através de muito trabalho e muita luta para os que, de alguma forma, reconhecem o poder de Deus.
    Ele, na Sua suprema sabedoria e bondade, jamais interfere no nosso livre-arbítrio esperando que cada um realize, pelo aprendizado, a escolha certa de nossos destinos, após muito tempo e muitas reencarnações.
    O pensamento contínuo é o maior instrumento já concedido ao espírito imortal, esse viajor incansável da eternidade. O homem terreno, com ele, tece paulatina e gradativamente, a túnica eletromagnética que irá vestir ao alcançar as campinas siderais do infinito de Deus. Devemos pensar diariamente que possuímos todas as qualidades para vencer em qualquer atividade, como também ser bem sucedidos em qualquer área, em qualquer empreendimento. Basta apenas empenharmos a força máxima; dando tudo de nós para alcançarmos a vitória e celebrarmos o triunfo.
    Utilizando o processo de livre-escolha, podemos aplicar nossos talentos e faculdades inatas que já carregamos em estado latente, decidindo sempre o melhor para nós, e, principalmente para os outros.
    Como ser pensante, precisamos usar a liberdade de pensamento para escolher formas diversificadas de atuação a fim de evoluirmos e assim fazendo melhorando automaticamente os nossos semelhantes.
    Necessário nos é cultivar pensamentos positivos e promissores que contribuirão para nosso sucesso pessoal, captando simpatia e laços fraternos tão necessários ao convívio dentro de qualquer sociedade moderna.
    Através do pensamento, podemos concentrar nossas forças nos afazeres diários, e também no entusiasmo e no otimismo durante a execução de qualquer tipo de trabalho.
    Adotemos o hábito de fazer com amor e alegria tudo o que passa pelas nossas mãos. Precisamos deixar marcas individuais em tudo aquilo que realizamos, exercendo as atividades com vocação. Tenhamos a certeza, que, agindo assim, as possibilidades de sucesso serão maiores, principalmente quando fazemos o que gostamos.
    A cura real das nossas enfermidades físicas e espirituais passa impreterivelmente pelos nossos pensamentos, pela nossa forma de ser e de viver. Não se apegue pois demasiadamente aos bens temporários, que passam de mão em mão, e que não podemos levar para o outro lado da vida. Procure também não invadir fronteiras alheias, proferindo palavras ou agindo de forma a atassalhar a vida de outrem.
    O importante na Terra, onde estamos vivemos um processo evolutivo difícil, é cultivar virtudes inerentes ao espírito, que em síntese, servirão de moeda corrente no mundo espiritual, após atravessarmos as águas enigmáticas do rio da morte.
    Enquanto aqui estivermos, precisamos cumprir nossa missão da melhor maneira possível, trabalhando em favor do próximo, acumulando recursos espirituais, que nos acompanharão após perdemos a vestidura carnal, enchendo o nosso coração de paz, alegria e felicidade do outro lado da vida.

Fonte: http://www.correioespirita.org.br/categoria-de-materias/artigos-diversos/1177-pensamentos-negativos-positivos-e-cura

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Chico Xavier e o Homossexualismo

 
Chico Xavier e o Homossexualismo
 
 
“Não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais às tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impediria certo numero de pessoas de trabalhar e de serem úteis à vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (…)
 
Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”
 
(Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Março de 1984)
 
 
 
 
Pergunta: Como se explica o homossexualismo à luz da Doutrina Espírita?
 
 
Chico Xavier: “Temos tido alguns entendimentos com espíritos amigos, notadamente com Emmanuel a esse respeito. O homossexualismo, tanto quanto a bissexualidade ou bissexualismo, como assexualidade, são condições da alma humana. Não devem ser interpretados como fenômenos espantosos, como fenômenos atacáveis pelo ridículo da humanidade. Tanto quanto acontece com a maioria que desfruta de uma sexualidade dita normal, aqueles que são portadores de sentimentos de homossexualidade ou bissexualidade são dignos do nosso maior respeito e acreditamos que o comportamento sexual da humanidade sofrerá, no futuro, revisões muito grandes, porque nós vamos catalogar do ponto de vista da Ciência todos aqueles que podem cooperar na procriação e todos aqueles que estão numa condição de esterilidade. A criatura humana não é só chamada à fecundidade física, mas também à fecundidade espiritual. Quando geramos filhos, através da sexualidade dita normal, somos chamados… também à fecundidade espiritual, transmitindo aos nossos filhos os valores do espíritode que sejamos portadores.
 
Não nos referimos aqui aos problemas do desequilíbrio, nem aos problemas da chamada viciação nas relações humanas. Estamos nos referindo a condições da personalidade humana reencarnada, muitas vezes portadora de conflitos que dizem respeito seja à sua condição de alma em prova ou à sua condição de criatura em tarefa específica. De modo que o assunto merecerá muito estudo. Nós temos um problema em matéria de sexo na humanidade que precisaríamos considerar com bastante segurança e respeito recíproco. Vamos dizer: se as potências do homem na visão, na audição, nos recursos imensos do cérebro, nos recursos gustativos, nas mãos, na tactividade com que as mãos executam trabalhos manuais, nos pés, se todas essas potências foram dadas ao homem para a educação, para o rendimento no bem, isto é, potências consagradas ao bem e à luz, em nome de Deus, seria o sexo em suas várias manifestações sentenciado às trevas?”
 
(Entrevista concedia à extinta Rede Tupi de Televisão, São Paulo, ao programa “Pinga Fogo”, em 28 de julho de 1971)
 
 
 
 
 
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Corpo e Perispírito

Fonte do artigo: http://www.oliver.psc.br/pesquisas/corpo%20.htm

Corpo e Perispírito

O corpo é o instrumento que o espírito usa para atuar nos mundos materiais. Precisa, portanto, atender às necessidades dele, aos objetivos que ele traz ao reencarnar. O corpo é considerado um produto ideoplástico do espírito; logo após a fecundação, o espirito reencarnante une-se, pôr um cordão fluídico ao óvulo e, pôr meio dele, influencia automaticamente a formação do embrião e do feto; pôr isso, o estado de perturbação da consciência não impede que o espírito imprima suas características básicas no novo corpo. Consequentemente, o organismo reflete o estado daquele. As doenças físicas, em suma, não passam de distúrbios do perispírito transpostos para a carne , que promove o tratamento das imperfeições do espírito em si. Daí deriva a importante função das moléstias na vida do espírito eterno.
O corpo material merece todo o nosso cuidado, pois é ele uma concessão da Bondade Divina, em vista do nosso comportamento não torna-lo um direito, pôr méritos adquiridos. Assim, recebemo-lo, ajustado às nossa necessidades evolutivas, porquanto, os mentores do Plano Espiritual produzem nele, atuando sobre os cromossomas do óvulo, as alterações indicadas para nossa melhoria: aqui, uma lesão numa válvula do coração, ali um diabete, acolá um intestino preso ou uma perna curta, etc. Assim, além das inferioridades que cada um impõe ao seu corpo pôr pertencerem ao espírito, pode haver defeitos impostos pôr necessidades expiatórias.
Cada espírito tem o corpo que merece e de que necessita; amemos esse ‘jumentinho’, consoante a expressão de Francisco de Assis, com o caridoso zelo que dedicamos ao mais fiel dos amigos, pois que ele se constitui sustentáculo para a nossa redenção. Se você o tem jovem, ajude-o; se desabrocha para a adolescência, mantenha-o; se repousa na maturidade, conserve-o; se o observa envelhecido, seja-lhe grato. Um corpo, mesmo limitado, enfermiço ou anormalizado, é o maior tesouro que Deus oferece a um espírito devedor. As formas desgraciosas do corpo , expressam a sabedoria celeste em nosso favor. Traços belos e anatomia harmoniosa representam responsabilidade e perigo eminente, ambos, porém, marcham para o túmulo mais cedo ou mais tarde… Se o centro das emoções não nos concede grandes vôos no campo dos sentidos, agradeçamos ao Senhor, que o modelou de tal forma que não conseguiremos reincidir em novos desequilíbrios, se a imobilidade nos domina alguns membros, aprendamos em silêncio e busquemos soluções a fim de que no futuro, em outras jornadas, possamos vitalizar esses mesmos membros; é nosso dever alimentar a máquina orgânica para viver, de modo a não viver apenas para se alimentar.
Sabemos que o corpo é constituído de trilhões de células que são outras tantas vidas microscópicas (nossos irmãos menores). Cada vida, pôr mais insignificante, possui expressão magnética especial. A vontade , não obstante condicionada pôr leis cósmicas e morais, inclinará a comunidade dos corpúsculos vivos que permanecerão a nosso serviço pôr tempo limitado. Assim sendo, tomemos cuidado com os medicamentos que estamos usando, evitemos o uso indiscriminado de antibióticos e tantos outros “venenos tóxicos”. Não deixemos para procurar o médico homeopata somente depois de perder a ‘fé na alopatia’, pois aí, estaremos saturados de medicamentos e exaustos da incessante peregrinação pêlos consultórios médicos; aqui, diante de um ritmo irregular acusado pelo exame de eletrocardiograma , o médico acusa uma disfunção cardíaca; ali, após outros exames, outro facultativo opina pôr avançada estase biliar ou aderência da vesícula; além, depois de submetido a nova serie de radiografias, pontifica-se o diagnóstico da úlcera duodenal, com os tradicionais ‘nichos’ da terminologia médica. O paciente, já em desassossego e viciado à procura de uma ‘doença’, esquece que o seu problema é um só e origina do seu psiquismo perturbado nesta ou nas vidas anteriores, prossegue submetendo-se a novos exames, novas radiografias e pesquisas de laboratório. Sem dúvida, para esse tipo de enfermo o tratamento homeopático seria excelente, se ele já não se encontrasse grandemente intoxicado pela Alopatia e desconfiado também das doses infinitesimais da homeopatia. Mas, lamentavelmente, ainda é pequena a percentagem de indivíduos que se encontram realmente em condições mentais, emocionais e confiantes, para se tratarem pela terapêutica suave e exata da Homeopatia.
Importante, muito importante é cuidarmos da alimentação também; a preferencia pela alimentação vegetariana, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que a alma progride , é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos reinos inferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, a poética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores. “Os iniciados hindus” sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais, e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre as injunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se da opressão vigorosa das tendências hereditárias do animal. Não aceitemos a idéia de que a alimentação carnívora principalmente no ocidente, já é um hábito estratificado no psiquismo humano e que estamos condicionados organicamente à ingestão de carne e que sentir-nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta. Hoje, já existem provas irrecusáveis de que podemos viver e gozar de ótima saúde sem recorrer à alimentação carnívora. Além disto, temos que considerar que os animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinários, são rigorosamente vegetarianos , tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comer carne, devemos compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também estão condicionados em nós e teremos que elimina-los definitivamente do nosso psiquismo.
Compreendemos que a proteína é de primeira importância, porque constitui músculos, pele, cartilagem, hemoglobina, enzimas, hormônios e anticorpos; cerca de 20% do corpo é formado pôr elas e ela é essencial para o crescimento e a manutenção dos tecidos. As grandes moléculas de proteína são formadas pôr 22 aminoácidos, que são como elos de uma corrente. Na síntese destas moléculas realizadas pelo organismo humano, todos esses 22 aminoácidos devem estar presentes ao mesmo tempo. O organismo pode produzir 14 destes 22 e os 8 restantes são os ‘aminoácidos essenciais’ e devem ser ingeridos. A proteína animal tem todos eles, contudo, basta a combinação de um cereal e uma leguminosa para se obter o mesmo resultado ou seja, o popular arroz com feijão fornece também os 8 aminoácidos para formar a proteína completa. O sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato; a antropofagia dos selvagens era bastante inocente, em face do seu apoucado entendimento espiritual; eles devoravam o seu prisioneiro de guerra , na ilusão de herda-lhes as qualidades e o seu vigor sanguinário. Os ‘civilizados’, para atenderem as mesas lautas e cheias de órgãos animais, especializam-se nos requintes culinários, fazendo da necessidade do sustento uma arte enfermiça de prazer. O selvagem oferecia o tacape ao seu prisioneiro, para que ele se defendesse antes de ser moído pôr pancadas; depois, rompia-lhe as entranhas e o devorava , famélico, exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima era ingerida às pressa, cruamente, mas isso se fazia distante de qualquer cálculo de prazer mórbido. O ‘civilizado’, no entanto, exige os retalhos cadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados a fogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelo requinte do vinagre, da cebola e da pimenta; desculpa-se com o condicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutrição carnívora, mantém e sustenta a lúgubre indústria das vísceras e das glândulas animais enlatadas e paraninfa a arte dos cardápios da necrofagia pitoresca. Fazer do estômago um cemitério, será um tormento depois da transição para o mundo espiritual. Perdoe-me os colegas que não estão compreendendo essas dissertações, porém, além de ser melhor uma alimentação natural e saudável, estamos também falando de ceifar e obstruir a evolução natural de trilhões de vidas dos nossos irmão menores, e isso, faz com que adquiramos débitos nesse setor, “a semeadura e livre , porém, a colheita é obrigatória”…
No mundo espiritual, o espírito usa , como veículo de manifestação, um corpo especial que no espiritismo chama-se perispírito ou corpo astral (alma) . No corpo físico ele funciona como intermediário entre o espírito e o organismo, governando a formação e o funcionamento deste. Nas culturas de tecido (um fragmento de músculo ou de raiz) as células dividem-se sem parar, mantendo-se a vida vegetativa devido ao princípio vital, mas sem orientação pôr faltar o diretor do crescimento, o perispírito.
O perispírito é constituído de matéria rarefeita ,caracterizada pôr outro estado vibratório e varia de mundo para mundo. Ele é transformável e perecível , e poderá ser lesado e mesmo mutilado, com amplas perdas de substâncias ; em face da persistência na prática do mal, em certos casos, chega a assumir formas animalescas 
(serpentes, lobos etc.) pois é fato notório ser ele sensível e reagir ao estado moral do espírito. Se cometermos suicídios com um tiro no peito, o perispírito ficará ferido e ensangüentado pôr longo tempo; se tomarmos um cáustico, ele terá uma lesão na faringe, se nos apossarmos do alheio, as mãos ficarão como garras e vai pôr aí afora… Ele se purifica e torna-se etéreo conforme o espírito vai progredindo em moralidade. Pensamentos e sentimentos reagem constantemente sobre o perispírito, tornando-o mais denso e sombrio se forem maléficos ou mais leve e luminosos e forem benéficos.. Ele emite radiações que variam de natureza e intensidade conforme o estado mental do seu portador. Somente o perderemos quando houver a ” segunda morte” … Os espíritos superiores se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza, pôr enquanto não nos é dado a sondar. Na realidade pode ser chamada de uma “nova vida” já que se nasce para uma vida superior, ou uma nova etapa evolutiva…
Noutros casos, os espíritos se submetem a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perisperísticos para renascerem na carne terrestre. Os primeiros são servidores enobrecidos e gloriosos, no dever bem cumprido, enquanto que os segundos são colegas nossos, que já merecem ou precisam da reencarnação, todavia, tanto quanto ocorre aos espíritos desses dois tipos, os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também perdem um dia, a forma perispiritual. Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em redor das paixões absorventes que pôr muitos anos elegeram em centro de interesses. Na segunda morte nos planos inferiores, o espírito cai em si mesmo, e vai caindo sempre, se retraindo e contraindo, egoisticamente; como em sua intimidade é uma centelha divina, ele não deixa de existir como centelha Divina e eterna, mas desaparece como identidade ou seja, como criatura personalizada e volta à ignorância do princípio; nesse ponto, se caracterizam como fetos ou amebas mentais e são utilizados pôr espíritos perversos para auxiliarem no processo obsessivo. O caminho para esses “ovóides” é a reencarnação na crosta da terra ou em setores outros da vida congênere. “O espírito não retrograda porém, a forma perispiritual se degrada”.
Em suma, ele é um verdadeiro arquivo de tudo quanto o sujeito aprendeu, experimentou e assimilou. Recordações, conhecimentos acumulados, vidas passadas etc. , tem nele o registro. Ele é o agente de todas as manifestações da vida, tanto na terrena para o homem, quanto na espiritual para o espírito. Os chamados “concomitantes orgânicos” das emoções, como ansiedade, ódio e medo, são sintomas físicos de desarranjos funcionais provenientes de estados de espírito que atingem o corpo através do perispírito; uma pessoa ansiosa pode precisar ir ao banheiro freqüentemente, comer demais, etc. Sua matéria rarefeita deixa-se modelar pela força do pensamento e, assim, os espíritos podem mudar a aparência se o quiserem, sem alterar, é claro, a natureza íntima, pois, ninguém consegue negar sua posição evolutiva.
Resumindo, podemos dizer que, utilizando alimentos ou bebidas tóxicas, o homem não só poderá contrair vícios lamentáveis como atingir, a partir do corpo físico, através das energias vitais o seu corpo espiritual. Este verá comprometido o delicado equilíbrio dos seus “centros de força”, correspondente aos órgão físicos. Do mesmo modo, desencadeando vibrações deletérias, pelo pensamento desregrado atingirá, através do perispírito, o corpo físico que verá alteradas suas funções vitais. É assim que o espírito invigilante após o desencarne poderá ver-se portador de um corpo espiritual doentio a reclamar ainda o concurso do hospital e a assistência do médico no plano espiritual. Conforme a gravidade das lesões verificadas poderá trazer para uma outra vida física os reflexos da disfunção nos centros de força perispirituais, a manifestarem-se como enfermidades incuráveis ou rebeldes aos tratamentos da medicina terrena. Estas tem pôr finalidade drenar para as células físicas os fluidos perniciosos imprudentemente assimilados durante anteriores existências.
Iniciemos, portanto, a partir de agora, a nossa profilaxia psico-física, construindo a nossa “saúde integral”…
Oliver

Fontes: ((Libertação, Missionários da Luz, André Luiz; Evolução p/ o terceiro milênio, Carlos T. Rizzini; Saúde Integral, Vilma A. do Brasil; Fisiologia da Alma, Ramatis; Ementário Espírita, Marco Prisco. )

Aceitação (Emmanuel)

Aceitação (Emmanuel)
“Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, por ventura, te afligem…
E dizemos “construtiva” porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem e criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilham a vida.
Reflitas nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possas afastar ou remediar.”

Emmanuel – Aceitação

Emmanuel (Fonte: http://www.ame.org.br/biografia_emmanuel.htm)

Emmanuel

Fonte: http://www.ame.org.br/biografia_emmanuel.htm

Emmanuel, exatamente assim, com dois “m” se encontra grafado o nome do espírito, no original francês “L’Évangile Selon le Spiritisme”, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada “O Egoísmo”.
O nome ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.
Descreve Chico: “Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.”
Convidado a se identificar, apresentou alguns traços de suas vidas anteriores, dizendo-se ter sido senador romano, descendente da orgulhosa “gens Cornelia” e, também sacerdote, tendo vivido inclusive no Brasil.
De 24 de outubro de 1938 a 9 de fevereiro de 1939, Emmanuel transmitiu ao médium mineiro as suas impressões, dando-nos a conhecer o orgulhoso patrício romano Públio Lentulus Cornelius, em vida pregressa Públio Lentulus Sura, e que culminou no romance extraordinário: Há Dois Mil Anos.
Públio é o homem orgulhoso, mas também nobre. Roma é o seu mundo e por ele batalha. Não admite a corrupção, mostrando, desde então, o seu caráter íntegro. Intransigente, sofre durante anos a suspeita de ter sido traído pela esposa a quem ama. Para ela, nos anos da mocidade, compusera os mais belos versos: “Alma gêmea da minhalma/ Flor de luz da minha vida/ Sublime estrela caída/ Das belezas da amplidão…” e, mais adiante: “És meu tesouro infinito/ Juro-te eterna aliança/ Porque eu sou tua esperança/ Como és todo o meu amor!”
Tem a oportunidade de se encontrar pessoalmente com Jesus, mas entre a opção de ser servo de Jesus ou servo do mundo, escolhe a segunda.
Não é por outro motivo que escreve, ao início da citada obra mediúnica: “Para mim essas recordações têm sido muito suaves, mas também muito amargas. Suaves pela rememoração das lembranças amigas, mas profundamente dolorosas, considerando o meu coração empedernido, que não soube aproveitar o minuto radioso que soara no relógio da minha vida de Espírita, há dois mil anos.”
Desencarnou em Pompéia, no ano de 79, vítima das lavas do vulcão Vesúvio, cego e já voltado aos princípios de Jesus.
Cincoenta anos depois, no ano de 131, ei-lo já de retorno ao palco do mundo. Nascido em Éfeso, de origem judia, foi escravizado por ilustres romanos que o conduziram ao antigo país de seus ascendentes. Nos seus 45 anos presumíveis, Nestório mostra no porte israelita, um orgulho silencioso e inconformado. Apartado do filho, que também fora escravizado, tornaria a encontrá-lo durante uma pregação nas catacumbas onde ele, Nestório, tinha a responsabilidade da palavra. Cristão desde os dias da infância, é preso e, após um período no cárcere, por manter-se fiel a Jesus, é condenado à morte.
Junto com o filho, Ciro, e mais uma vintena de cristãos, num fim de tarde, foi conduzido ao centro da arena do famoso circo romano, situado entre as colinas do Célio e do Aventino, na capital do Império. Atado a um poste por grossas cordas presas por elos de bronze, esquelético, munido somente de uma tanga que lhe cobria a cintura, até os rins, teve o corpo varado por flechas envenenadas. Com os demais, ante o martírio, canta, dirigindo os olhos para o Céu e, no mundo espiritual, é recebido pelo seu amor, Lívia.
Pelo ano 217, peregrina na Terra outra vez. Moço, podemos encontrá-lo nas vestes de Quinto Varro, patrício romano, apaixonado cultor dos ideais de liberdade.
Afervorado a Jesus, sente confranger-lhe a alma a ignorância e a miséria com que as classes privilegiadas de Roma mantinham a multidão.
O pensamento do Cristo, ele sente, paira acima da Terra e, por mais lute a aristocracia romana, Varro não ignora que um mundo novo se formava sobre as ruínas do velho.
Vítima de uma conspiração para matá-lo, durante uma viagem marítima, toma a identidade de um velho pregador de Lyon, de nome Corvino. Transforma-se em Irmão Corvino, o moço, e se torna jardineiro. Condenado à decapitação, tem sua execução sustada após o terceiro golpe, sendo-lhe concedida a morte lenta, no cárcere.
Onze anos após, renasce e toma o nome de Quinto Celso. Desde a meninice, iniciado na arte da leitura, revela-se um prodígio de memória e discernimento.
Francamente cristão, sofreu o martírio no circo, amarrado a um poste untado com substância resinosa ao qual é ateado fogo. Era um adolescente de mais ou menos 14 anos.
Sua derradeira reencarnação se deu a 18 de outubro de 1517 em Sanfins, Entre-Douro-e-Minho, em Portugal, com o nome de Manoel da Nóbrega, ao tempo do reinado de D. Manoel I, o Venturoso.
Inteligência privilegiada, ingressou na Universidade de Salamanca, Espanha, aos 17 anos. Aos 21, está na faculdade de Cânones da Universidade, onde freqüenta as aulas de direito canônico e de filosofia, recebendo a láurea doutoral em 14 de junho de 1541.
Vindo ao Brasil, foi ele quem estudou e escolheu o local para a fundação da cidade de São Paulo, a 25 de janeiro de 1554. A data escolhida, tida como o dia da Conversão do apóstolo Paulo, pretende-se seja uma homenagem do universitário Manoel da Nóbrega ao universitário Paulo de Tarso.
O historiador paulista Tito Lívio Ferreira, encerra sua obra “Nóbrega e Anchieta em São Paulo de Piratininga” descrevendo: “Padre Manoel da Nóbrega fundara o Colégio do Rio de Janeiro. Dirige-o com o entusiasmo de sempre. Aos 16 de outubro de 1570, visita amigos e principais moradores. Despede-se de todos, porque está, informa, de partida para a sua Pátria. Os amigos estranham-lhe os gestos. Perguntam-lhe para onde vai. Ele aponta para o Céu.
No dia seguinte, já não se levanta. Recebe a Extrema Unção. Na manhã de 18 de outubro de 1570, no próprio dia de seu aniversário, quando completava 53 anos, com 21 anos ininterruptos de serviços ao Brasil, cujos alicerces construiu, morre o fundador de São Paulo.
E as últimas palavras de Manoel da Nóbrega são: ‘Eu vos dou graças, meu Deus, Fortaleza minha, Refúgio meu, que marcastes de antemão este dia para a minha morte, e me destes a perseverança na minha religião até esta hora.’
E morreu sem saber que havia sido nomeado, pela segunda vez, Provincial da Companhia de Jesus no Brasil: a terra de sua vida, paixão e morte.”

Fonte: Federação Espírita do Paraná – www.feparana.com.br

Fonte: http://www.ame.org.br/biografia_emmanuel.htm

Abençoemos aqueles que se preocupam conosco (Chico Xavier)

“Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades…

Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo… A amizade é uma dádiva de Deus…

Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”

(Chico Xavier)