Amor e Desprendimento – II (Sergito de Souza Cavalcanti)

Amor e Desprendimento – II
(Sergito de Souza Cavalcanti)

Prestar auxílio a quem solicita é lei divina. É verdade que nem sempre estamos em condições de satisfazer todos os pedidos solicitados, contudo quando as solicitações forem justas, com um pouco de boa vontade e bom coração, sempre encontraremos meios de atender à maior parte delas em nome do Senhor.
É importante também não virarmos as costas a quem solicita algum empréstimo, coisa nem sempre fácil devido ao apego que temos às “nossas coisas”. Jesus nos concita a ir mais longe: “Se alguém tirar o que é nosso, não devemos ir reclamá-lo de volta.” (Lc 6:30) Deixe-o ir tudo, contanto que o irmão esteja satisfeito e nós permaneçamos na inalterável paz espiritual. Afinal, que temos nós na terra que não sejam nossos dons espirituais, morais e intelectuais? Todo o resto é empréstimo que a Providência Divina nos concedeu porque: “Nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma, poderemos levar dele” (I Tm 6:7)
Lembremo-nos de que Deus se doa a todos, bons e maus, santos e criminosos, evoluídos e atrasados. O exemplo divino “Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai Celestial” (Mt 5:48) é a maior lição legada à nossa individualidade e temos que seguir esse exemplo se quisermos atingir o Pai que habita dentro de nós, unificando-nos a Ele.
A pratica da caridade em sua mais ampla acepção, constitui o único caminho para a conquista da perfeição por que esta só é atingida quando o coração se vê despojado de toda e qualquer mácula de rancor, ódio e ressentimento para com o seu semelhante.
Um dia, todos nós seremos perfeitos pois em nós reside o germe de todas as virtudes que, em tempo propício, desenvolver-se-ão em função de nosso livre arbítrio.
Estudar e principalmente vivenciar os ensinos dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo é o roteiro seguro para alcançarmos o caminho para nossa perfeição. Toda trajetória de nossa vida, nos leva ao amor, e o amor nos leva a Deus, e essa trajetória chama-se “evolução”.
Sem amor, nada seremos. Amor incondicional: ao irmão, ao amigo, e até mesmo ao inimigo. Nada é mais transcendental que o amor. “Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem.” (Jo 13:353)

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/sandalo/sandalo-02.html

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Quando Menos Esperamos – XXX (Sergito de Souza Cavalcanti)

Quando Menos Esperamos – XXX (Sergito de Souza Cavalcanti)

Por maiores que forem suas dificuldades e provações, mantenha-se calmo e sereno. Confie em Deus que não desampara nenhum de seus filhos. Nenhuma dor é eterna e, tudo, mais cedo ou mais tarde, passará. Nosso sofrimento começa a desaparecer quando começamos a entender o significado da dor.
O estado de rebeldia e contrariedade em relação ao sofrimento agrava nossas dores. Aceite tudo que lhe acontecer como vindo a seu favor e entenda que ninguém sofre sem motivo.
Deus é nosso Pai sábio e amoroso e jamais nos enviará fardos mais pesados que nossa capacidade de suportá-los.
A compreensão de que nada de mal nos acontece produz segurança interior.
Tenha compreensão e paciência diante das dificuldades surgidas.
André Luiz nos alerta dizendo: “a paciência em verdade é perseverar na edificação do bem a despeito das arremetidas do mal e prosseguir corajosamente cooperando com ela e junto dela, quando nos seja mais fácil desistir”.
Prossiga lutando por tudo aquilo que considera justo, honesto, verdadeiro e confie que as tormentas passarão.
Jamais recue diante das dificuldades, pois elas são colocadas em nosso caminho para testar nossa capacidade de superação. Se o momento nos exige paciência, lembre-se de que Deus é paciência infinita.
Quando menos esperar as dores e dificuldades haverão passado, pois em um minuto apenas a tormenta acalma, a dor passa, o auxílio vem, o amor parte, o ausente chega e a vida muda.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/sandalo/sandalo-30.html

Nosso Anjo Guardião – LXXXII (Sergito de Souza Cavalcanti)

Nosso Anjo Guardião – LXXXII (Sergito de Souza Cavalcanti)
Definitivamente ninguém está só neste planeta de provas e expiações. A bondade de Deus nos faz co-partícipe de seus planos e diretrizes. E assim o faz pelas almas que já se elevaram acima das paixões humanas.
Todos nós possuímos um anjo da guarda que são seres espirituais que, segundo a tradição cristã, tem a missão de proteger os homens. Eles estão presentes em todas as culturas sob várias denominações: gênios, fadas, deuses, protetores, guias, sempre empenhados em prestar assistência aos seus tutelados. Na pergunta de número 495 de O Livro dos Espíritos assim responde a espiritualidade a respeito desses seres: “Cada anjo da guarda tem o seu protegido pelo qual vela, como o pai pelo filho. Alegra-se quando o vê no bom caminho; sofre, quando ele lhe despreza os conselhos.”
O anjo da guarda não é ser que já foi criado por Deus em estado de perfeição. Ele é espírito como nós que passou pelas mesmas vicissitudes e conseguiu superá-las. Por isso a bondade de Deus o colocou ao nosso lado para nos ajudar a transpor nossos obstáculos. Ele é devotado amigo a quem sempre poderemos recorrer nos momentos de tristeza e dificuldade. O seu nome não nos importa. Ele simplesmente quer nos ajudar e nos ajudam quando queremos ser ajudados.
Geralmente, o anjo da guarda é alguém ligado ao nosso coração.
Entretanto, é bom que não esqueçamos que ele está perto de nós e nos inspira a razão direta de nossa ligação com os valores espirituais e inversa ao nosso apego aos vícios e paixões materiais. Aproxima-se quando cultivamos o bem e a verdade. Afasta-se quando nos comprometemos com o mal e a mentira.
Para que possamos colher plenamente os benefícios do contato com esses amigos espirituais, se faz necessário que façamos nossa parte. Isto está bem claro na máxima enfatizada por Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”: “Ajuda-te que o céu te ajudará”.
Se dirijo um automóvel de forma imprudente, meu mentor não me tomará a direção, evitando que meu carro caia no abismo.
Nunca esqueçamos de nos dirigir ao nosso mentor espiritual pelo menos uma vez ao dia.
No perigo, na dor, na dificuldade e na doença, roguemos:
“Espíritos bem amados, anjos guardiães que com permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado que vê nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias”.

Equilíbrio – XXIII (Sergito de Souza Cavalcanti)

Equilíbrio – XXIII (Sergito de Souza Cavalcanti)


Procure manter o equilíbrio. Sua saúde, depende do equilíbrio e serenidade de sua mente.

Evite aborrecimentos, brigas e contendas que desestruture seu íntimo trazendo-lhe dor, infelicidade e doença.

Se quiser, nenhum problema, situação desagradável, ou pessoa serão capazes de roubar sua paz interior.

Não se impressione demasiadamente com o que as pessoas dizem a seu respeito.

Liberte-se da opinião dos outros como referencial de seu próprio valor. O valor não pode se medido com base no que as outras pessoas pensam de você. Não se torne pior nem melhor do que realmente é, pelo fato de alguém falar bem ou mal de você.

Siga a conduta ditada por sua consciência e não perca seu equilíbrio pela inveja, maldade ou calúnia arremessada contra sua pessoa.

Somente aqueles que conservam a serenidade em meio a ignorância, incompreensão e o tumulto da vida moderna conseguem manter-se saudáveis.

Caminhe em frente, alegre e certo de que haverá de vencer, por maiores que sejam as dificuldades do caminho. E nunca esqueça de que sua vitória depende de você. Se perseverar no bem, amando e servindo a todos, perdoando e lutando por sua reforma, e por aqueles que hoje lhe criticam, amanhã com certeza estarão lhe aplaudindo.

A felicidade que almeja não está fora de você. É necessário que a busque dentro de si mesmo, pois a felicidade é Deus, e Deus habita em nós.



O Significado do Sofrimento – XV (Sergito de Souza Cavalcanti)

O Significado do Sofrimento – XV (Sergito de Souza Cavalcanti)

Seja forte e corajoso. Não se deixe vencer pela dor, pelas dificuldades, pela doença. Procure entender o significado dos seus sofrimentos. Nunca se esqueça que é filho de Deus e Ele não desampara nenhum de seus filhos.

Nossas dores, nossos tropeços, erros e problemas, no fundo são os maiores agentes de nosso progresso. São testes que a Divina Providência coloca em nosso caminho para aquilatar nossa capacidade de paciência e resignação.

Bendiga, suas dificuldades. Através delas, aprendemos, esclarecemos e aumentamos nossa fé em Deus.

Ninguém progride sem luta, sem sofrimento, sem resignação.

O sofrimento é útil, bendito um elemento absolutamente necessário para nossa evolução. Se não existisse a dor, nosso progresso seria infinitamente mais lento.

Francisco de Assis sempre se referia a dor como sua irmãzinha querida, porque sabia do seu poder e utilidade. Paulo de Tarso sempre se referia em suas cartas aos aguilhões que o machucavam e o faziam sofrer, mas como Francisco de Assis entendia sua dor, e podia dizer inspirado: “Transbordo de júbilo no meio de todas as minhas atribulações” (II Co. 7:4)

Somos os comandantes de nossas vidas, por isso Deus nos dotou do livre arbítrio e nossa evolução é uma conquista. A dor faz parte do processo de crescimento.

Nossos erros, dificuldades, dores e provações não são eternas, mas passageiras. Eterna será, com certeza, a felicidade que nos aguarda.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/sandalo/sandalo-15.html

Medo da Morte – XLIX (Sergito de Souza Cavalcanti)

Medo da Morte – XLIX (Sergito de Souza Cavalcanti)

O medo da morte tem sido um grande mal que nos persegue desde que nos entendemos por gente. A morte ainda é um grande tabu a nos amedrontar de tal maneira que muitos atravessam a existência em pânico por ter um dia que enfrentá-la.

Quanto mais materializado é o homem, mais pavor sente da morte.

A nossa ignorância em compreendê-la tem sido a causa de sofrimentos inimagináveis, desencadeadora de tragédias e de grande desconforto. O nosso apego às coisas materiais e a educação cultural essencialmente materialista, tem sido a causa de tantos temores.

O certo, é que um dia, todos teremos que morrer e nem por isso temos que nos amedrontar. A morte para o cristão não deve ser entendida como o fim, o caos, a desagregação total, pois a alma que é a nossa individualidade, é imortal. Temos ciência de que o nosso corpo, mesmo quando bafejado pela saúde é um cárcere e os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte, são um gozo para o espírito, que vê chegar a termo seu exílio.

Portanto, não temos motivo algum para o pânico no momento do nosso desencarne, principalmente se pautarmos nossa vida a favor do bem e do amor aos nossos semelhantes.

Jesus sempre que se referia às pessoas sem fé, os chamava de mortos. Morto para Jesus é a criatura árida de valores morais e espirituais, alguém que se ausentou temporariamente da vida. A vida é eterna, alternando-se no plano físico e espiritual de conformidade com nossas necessidades evolutivas.

Vivamos portanto, cada dia como se fosse o último e nos preparemos com confiança para esse acontecimento normal de nosso ciclo evolutivo.

Procuremos ao invés do medo, cultuar e seguir o Homem de Nazaré que afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida e todo aquele que crê em mim mesmo que morrer, viverá, e todo o que vive e crê em mim, ainda que morra, não perecerá”. (Jo 11:25-26)

Preparemo-nos para a morte na certeza evangélica de que não encontraremos na morte nada mais do que vida e vida em abundância.

Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/sandalo/sandalo-49.html

Eles Prosseguem Vivendo – XXVI (Sergito de Souza Cavalcanti)

Eles Prosseguem Vivendo – XXVI (Sergito de Souza Cavalcanti)
Por maior que seja sua dor, não desespere diante da partida daqueles entes amados que lhe precederam na grande viagem, pois na verdade a morte não existe.
Se você perdeu um ente querido, não pense que tudo se acabou, ele vive como nós, só que em outra dimensão.
A vida é eterna, alternando-se no plano físico e espiritual, de conformidade com nossas necessidades evolutivas. De acordo com nosso Mestre, não encontraremos na morte, nada mais do que vida e vida em abundância.
Um dia, mais cedo ou mais tarde, todos nós nos encontraremos na grandeza da vida imortal.
Por isso, aceite com serenidade os desígnios de Deus e tenha certeza de que eles, os chamados mortos, prosseguem vivendo e esperando por ti.
Esforça-se para encontrar resignação, pois o amor vence qualquer distância por maior que seja.
É normal que cessados os primeiros momentos do impacto que a realidade lhe impôs, se sinta como órfão, esmagado pela grande dor da saudosa ausência. O seu coração pulsa desordenado e teme não suportar tão cruel sofrimento. São justos seus sentimentos, entretanto, não deixe que eles lhe leve ao descontrole e ao desequilíbrio, pois os chamados “mortos” também sofrem muito com o destempero de nossas lágrimas. Da mesma forma que anelas por voltar a senti-los, abraçá-los e acariciá-los, eles também o desejam. Não pense mais em termos de “adeus” e sim em até logo, e se quer homenagea-los, ore muito por eles, dedicando também algumas horas de seu tempo em benefício aos que mais necessitam do seu amparo. Em outra dimensão de vida, eles se sentirão felizes e ditosos percebendo seus esforços no aprimoramento e na renovação de atos e atitudes.
Todos os homens na terra são chamados a este testemunho de um dia partirem também. Pense nessa viagem e procure preparar-se para ela e aquieta o quanto possa seu coração para enfrentar em paz a partida dos seus amores. Hoje são eles, amanhã seremos nós.