Os animais no Plano Espiritual (Dra Irvênia Prada)

Os animais no Plano Espiritual
Dra. Irvênia Prada

Fonte: http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3892&catid=81

Uma análise sobre como ocorre o processo evolutivo e reencarnatório no reino animal.
Por dra. Irvênia Prada
Na literatura espírita, encontramos com bastante freqüência alusões a figuras de animais no plano espiritual. Por exemplo, Hermínio C. Miranda, em Diálogo com as Sombras, descreve o “dirigente das trevas” como sendo visto quase sempre montado em animais. Brota imediatamente em nossa mente a pergunta: Qual a natureza desses animais?
Também André Luiz refere-se, em suas obras, a cães puxando espécies de “trenós” (livro Nosso Lar), aves de monstruosa configuração (Obreiros da Vida Eterna), e assim por diante.
Realmente, identificar a natureza dessas figuras de animais no plano espiritual não é tarefa fácil. Alguns casos são de mais direto entendimento.
Assim, em A Gênese lê-se que “o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tem o hábito de se servir; um avaro manejará o ouro…, um trabalhador o seu arado e seus bois… “
Esses bois, portanto, não são animais propriamente ditos, mas, criações fluídicas, formas-pensamento.
Em outras situações, em que são vistos animais ou sentido a sua presença, existe também a possibilidade de que sejam, mesmo, perispíritos de animais ou, se quisermos assim dizer, animais desencarnados.
Digo animais desencarnados mas, haveria ainda a hipótese de serem também animais encarnados, em “desdobramento” (viagem astral), estando então seu espírito e perispírito desprendidos do corpo físico, por exemplo, durante o sono. Mas, o espírito Alvaro esclareceu-nos, dentre muitas outras questões, que “os animais quando encarnados possuem raros desprendimentos espirituais, isso acontecendo apenas em casos de doenças, fase terminal da existência ou em casos excepcionais com a atuação dos espíritos, pois geralmente permanecem fortemente ligados à matéria”. Esta possibilidade de explicação da presença de animais no plano espiritual, de modo particular os animais desencarnados, me parece lógica e portanto, aceitável.
O nosso prezado confrade Divaldo Pereira Franco contou-me, certa feita, que há alguns anos, esteve em determinada cidade brasileira, para uma conferência e, ao ser recebido na casa que iria hospedá-lo, assustou-se com um cachorro grande, que lhe pulou no peito. A anfitriã percebeu-lhe a reação:
– O que foi, Divaldo?
Foi o cachorro, mas está tudo bem!
Que cachorro, Divaldo, aqui não tem cachorro nenhum!
– Tem sim, esse pastor aí!
– Divaldo, eu tive um cão da raça pastor alemão, mas ele morreu há um ano e meio!
E Divaldo concluiu: – era um cão espiritual!
Segundo o meu entendimento, é possível e até muito provável que esse cão desencarnado ainda estivesse por ali, no ambiente doméstico que o acolheu por muitos anos, tendo sua presença sido detectada pela mediunidade de Divaldo Franco.
Não posso deixar de referir, novamente, a obra magnífica Os Animais tem Alma?, de Ernesto Bozzano, que recomendo para leitura e aprendizado sobre o assunto, porque dos 130 casos descritos, de manifestações metapsíquicas envolvendo animais, muitos estão inseridos nesta categoria de fenômenos, ou seja, em que animais, pela atuação de seu perispírito são vistos e ouvidos ou sentido sua presença.
Herculano Pires também comenta a respeito de “casos impressionantes de materialização de animais, em sessões experimentais”, em seu livro Mediunidade. Vida e Comunicação, do que se presume que esses animais se encontravam previamente na dimensão espiritual.
Uma terceira possibilidade que vejo, em relação à presença de figuras animais no plano espiritual é a de perispíritos humanos se encontrarem metamorfoseados em formas animais, sem contudo, perderem a sua condição de espíritos humanos, é claro! E o fenômeno que se conhece com o nome de zoantropia (zôo = animal e antropos, do grego = homen), do qual uma variedade é a licantropia (tycos, do grego = lobo).
Temos o relato de um caso de licantropia no livro Libertação, de André Luiz. O obsessor, desencarnado, encontra a sua “vítima”, uma mulher, e conhecendo-lhe a fragilidade sustentada por um complexo de culpa, passa a acusá-la cruelmente, e conclui ” – A sentença está lavrada por si mesma! Não passa de uma loba, de uma loba, de uma loba… “. E assim, induzida hipnoticamente, sua própria mente vai comandando a metamorfose de seu perispírito que, aos poucos e gradativamente se modifica, assumindo por fim, a figura de uma loba. Diga-se de passagem, não foi o obsessor que diretamente transformou a sua figura humana, em loba. Foi ela mesma, ao aceitar a sugestão mental que partiu dele.
Afinidade e sintonia são o elementos básicos para o estabelecimento do “pensamento de aceitação ou adesão”, conforme explica André Luiz em Mecanismos da Mediunidade.
E por falar em”perispírito de animais, em A Evolução Anímica, Gabriel Delanne comenta (resumidamente), que na formação da criatura vivente, a vida não fornece como contingente senão a matéria irritável do protoplasma e nada se lhe encontra que indique o nascimento de um ser ou outro, de vez que a sua composição é sempre uma e única para todos. É o perispírito, que contém o desenho prévio e que conduzirá o novo organismo ao lugar na escala morfológica, segundo o grau de sua evolução.
A REENCARNAÇÃO
Em O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte questão que Kardec coloca aos espíritos: – O que é a alma 
(entenda-se humana) nos intervalos das encarnações?
R – “Espírito errante, que aspira a um novo destino e o espera”.
Nas questões que se seguem, lemos também a expressão “estado errante”.
Um dos significados da palavra errante, no dicionário de Caldas Aulete é “nômade, sem domicílio fixo”, e de errar, é “vaguear” (errando ao acaso… ). Por sua vez, erraticidade, o mesmo que erratibilidade, quer dizer: “caráter do que é errático. (Espir.) Estado dos espíritos durante os intervalos de suas encarnações”.
Bem, chegando aos animais, surge a natural curiosidade de se saber como o seu espírito se comporta na erraticidade, se é que para eles existe erraticidade.
No Livro dos Espíritos lemos “- A alma do animal, sobrevivendo ao corpo, fica num estado errante, como a do homem após a morte?
R – “Fica numa espécie de erraticidade, pois não está unida a um corpo. Mas não é um espírito errante. O espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade. É a consciência de si mesmo que constitui o atributo principal do espírito. O espírito do animal é classificado após a morte, pelos espíritos incumbidos disso, e utilizado quase imediatamente: não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”.
Bem, vamos por partes!
Algumas pessoas entendem, a partir desse texto, que os animais, assim que desencarnam, são prontamente reconduzidos à reencarnação.
A expressão “utilizado quase imediatamente” não necessariamente deve ter esse significado. O espírito do animal pode ser prontamente “utilizado “para uma infinidade de situações, dentre elas, inclusive, o reencarne, e então, em todas elas, “não dispõe de tempo para se por em relação com outras criaturas”.
Entendo que os animais, sendo conduzidos por espíritos humanos, não dispõem de tempo livre, digamos assim, para se relacionarem com outras criaturas, ou fazer o que quiserem, a seu bel-prazer mas, sim da maneira como decidiram seus orientadores. Aliás, é o que sugere o texto em foco “O Espírito errante é um ser que pensa e age por sua livre vontade; o dos animais não tem a mesma faculdade”.
Em O Livro dos Médiuns, Kardec trata da possibilidade da evocação de animais e pergunta aos espíritos: “- Pode- se evocar o Espírito de um animal?”. R: “- O princípio inteligente, que animava um animal, fica em estado latente após a sua morte. Os espíritos encarregados deste trabalho, imediatamente o utilizam para animar outros seres, através das quais continuará o processo de sua elaboração. Assim, no mundo dos espíritos, não há espíritos errantes de animais, mas somente espíritos humanos…” Herculano Pires, tradutor da obra, faz a seguinte chamada em rodapé: Espíritos errantes são os que aguardavam nova encarnação terrena (humana) mesmo que já estejam bastante elevados. São errantes porque estão na erraticidade, não se tendo fixado ainda em plano superior. Os espíritos de animais, mesmo dos animais superiores, não tem essa condição. Ler na Revista Espírita n° 7 de julho/ 1860, as comunicações do espírito Charlet e a crítica de Kardec a respeito.
Apesar da colocação dos espíritos ter sido taxativa, de que não há espíritos errantes de animais, os fatos falam ao contrário. Se assim fosse, isto é, se não existissem animais (desencarnados) no plano espiritual, como explicaríamos tantos relatos? Como explicaríamos a existência dos chamados “espíritos da natureza?”.
Ernesto Bozzano, em Os animais têm alma? refere, dentre os 130 casos de fenômenos supranormais com animais, dezenas de episódios com aparição de bichos em lugares assombrados, com materialização e visão com identificação de fantasmas de animais mortos.
Novamente, em O Livro dos Espíritos, lemos “Nos mundos superiores, a reencarnação é quase imediata”. Se é assim a reencarnação dos espíritos mais evoluídos, seria até de se esperar que os espíritos de animais, sendo mais primitivos, demorassem mais tempo para voltar à matéria. Entretanto, nada conheço de conclusivo sobre esta questão.
ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL
Muito mais do que supomos, os animais são assistidos em seu desencarne por espíritos zoófilos que os recebem no plano espiritual e cuidam deles.
Notícias pela Folha Espírita (dez. 1992) nos dão conta de que Konrad Lorenz – zoólogo e sociólogo austríaco, nascido em 1903 -, o pai da Etologia (ciência do comportamento animal, que enfoca também aspectos do comportamento humano a ele eventualmente vinculados) continua trabalhando, no plano espiritual, recebendo com carinho e atenção, animais desencarnados.
Também temos informações que nos foram transmitidas, pelo espírito Álvaro, de que há vários tipos de atendimento para os animais desencarnados, dependendo da situação, especialmente para os casos de morte brusca ou violenta, possibilitando melhor recuperação de seu perispírito. Existem ainda instalações e construções adequadas para o atendimento das diferentes necessidades, onde os animais são tratados.
Tendo sido perguntado se os animais têm “anjo da guarda”, Álvaro respondeu que sim; alguns espíritos cuidam de grupos de animais e, à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.
Concluindo, podemos dizer que para os animais é discutível se existe o estado errante ou de erraticidade. Eu, particularmente, estou propensa a aceitar que esse estado existe, sim, para os animais, se o entendermos como “o estado dos espíritos durante os intervalos das encarnações”.
Se esses intervalos são curtos ou longos, não se sabe exatamente. Penso que existem situações das mais variadas possíveis, face à grandeza da biodiversidade animal, devendo, portanto, acontecer tanto reencarnes imediatos, quanto mais ou menos tardios.
Por outro lado, existe ainda, a consideração feita de que o espírito errante pensa e age por sua livre vontade, além de ter consciência de si mesmo, o que não aconteceria em relação aos animais.
Mas, isso não aconteceria até mesmo com espíritos humanos em determinadas e graves condições de alienação mental, como é o caso dos “ovóides”, a exemplo do que refere André Luiz, no livro Libertação.
A rigor, nesta abordagem, teríamos que condicionar o conceito de erraticidade, não apenas ao fato do espírito 
(humano ou animal) estar desencarnado – vivenciando, portanto, o intervalo entre duas encarnações – como também às suas condições mentais do momento.
Quanto ao reencarne dos animais, perguntou-se ao espírito Álvaro se os animais estabelecem laços duradouros entre si.” – Sim, existe uma atração entre os animais, tanto naqueles que formam grupos como naqueles que reencarnam domesticados. Procuramos colocar juntos espíritos que já conviveram, o que facilita o aparecimento e a elaboração de sentimentos”.
E qual é a finalidade da reencarnação para os animais? Conforme os espíritos da codificação, a finalidade é sempre a da oportunidade de progresso.
Extraído do livro: A questão espiritual dos animais 
TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU
Este foi o título escolhido pelo autor e veterinário Marcel Benedeti para o livro que relata a reencarnação dos animais, a eutanásia, o sofrimento como forma de evolução desses seres, a existência de colônias que cuidam dos animais no plano espiritual e outras questões importantes.
A obra foi uma das premiadas no Concurso Literário Espírita João Castardelli 2003-2004, promovido pela Fundação Espírita André Luiz. Esse foi o primeiro livro do autor que se especializou em homeopatia para animais e conheceu a doutrina espírita na época em que cursava a faculdade, apesar de sua mediunidade ter se manifestado muito antes desse período. Marcel relata que quando trabalhava em uma livraria e se preparava para prestar vestibular, em um dia de pouco movimento, foi para a parte de baixo da loja estudar e notou que estava sendo observado por um senhor. Resolveu perguntar se o senhor desejava alguma coisa e ele lhe respondeu que só estava achando interessante ele estudar, então explicou que queria passar no vestibular de veterinária e o velhinho disse que não se preocupasse porque passaria. Previu também outros fatos que aconteceriam.
Em seguida se despediu dizendo que se veriam depois. Após alguns instantes comentou com seu colega de trabalho que tinha achado aquele homem esquisito por fazer previsões do futuro. O colega disse que não havia entrado ninguém na livraria, foi então que se deu conta de que se tratava de um espírito. Este mais tarde é que lhe ditaria o livro.
O tema da obra fez tanto sucesso que se transformou também em programa de rádio. Nossos irmãos animais vai ao ar toda quarta-feira, às 13h na Rede Boa Nova. Com apresentação de Ana Gaspar, Maria Tereza Soberanski e Marnel Benedeti.
Como o livro foi escrito?
Escrevi o livro em menos de um mês, durante os intervalos das consultas, mas o espírito que ditou não quis se identificar.
As cenas foram surgindo em uma tela mental e ao mesmo tempo um espírito narrava os episódios. Outras vezes, não havia imagem, apenas a narrativa; nesses momentos se tornava mais difícil. Apesar de achar o livro maravilhoso, não acreditava que alguma editora pudesse se interessar pelo assunto. Mas certo dia estava ouvindo a rádio Boa Nova quando anunciaram o concurso literário espírita. Resolvi participar e acabei ganhando o concurso 2003-2004 e editando o livro pela editora Mundo Maior.
O que o livro acrescentar para os veterinários e pessoas que possuem animais?
Se as pessoas não tiverem a visão espiritual em relação aos animais, que eles tem espírito e sentimentos vão continuar tratando esses seres como objetos, como era há pouco tempo atrás. Essa onda de conscientização é recente.
Entramos na questão também de comer carne; cada um tem que perceber o que está fazendo. Eu mesmo comia carne e parei para pensar porque comia, se meu corpo recusava, me fazia mal… Mas quando comecei a lembrar as descrições feitas no livro a respeito do matadouro, passei a sentir repugnância da carne.
Sendo veterinário e espírita, como analisa a questão da eutanásia?
O ser humano tem o carma, o animal não. O animal tem consciência, mas muito mais restrita, em relação ao ser humano. Ele segue muito mais os seus instintos.
Então, como não tem carma, a eutanásia deve ser o último recurso utilizado; o veterinário deve fazer todo o possível para salvá-lo.
Se o animal estiver sofrendo muito e não existir outra maneira, o plano espiritual não condena, porque é um aprendizado tanto para o animal quanto para o dono que precisa tomar a decisão.
Os animais reencarnam?
Há um capítulo no livro que explica como ocorre a reencarnação dos animais. Este descreve que cada espécie de animal leva um tempo para reencarnar, mas por possuírem o livre-arbítrio ainda muito restrito, uma comissão avalia as fichas dos animais e estabelece o ambiente que deverão nascer e a espécie.
Como o conhecimento espiritual pode ajudar o veterinário no trato com os animais?
O veterinário, em geral, por natureza, mesmo não sabendo já é espiritualizado, pelo fato de gostar de animais e querer salvar a vida deles. Quando o veterinário adquire consciência de que o animal não é um objeto e sim um ser espiritual, que possui inteligência e sentimento, muda o seu ponto de visa, passa a enxergar os fatos de uma forma mais ampla. Com certeza se mais veterinários tivessem um conhecimento espiritual, o tratamento em relação aos animais seria melhor.
Como é aplicada a homeopatia para animais?
No Brasil, a homeopatia ainda é pouco aplicada nos animais porque muitos acham que não funciona. Só utilizo a homeopatia quando o dono do animal permite e, em casos mais graves, a homeopatia entra como terapia complementar, porque demora um pouco mais para trazer resultado e alguns casos são urgentes.
O uso da homeopatia é igual tanto para pessoas quanto para animais. A única diferença é que o animal não fala, então o dono precisa ser um bom observador para relatar a personalidade do animal para o veterinário, e muitas vezes, não possui as informações necessárias para um diagnóstico mais preciso.
Pergunto, por exemplo, se o animal gosta de quente ou frio, do verão ou do inverno, a posição em que dorme, entre outras perguntas do gênero.
Tive o caso, de um gato com câncer e que em decorrência da doença estava com o rosto deformado. Como tratamento ele melhorou 70%. Só não foi melhor porque esse gato saia e demorava a voltar e com isso interrompia o tratamento.
Cuidei também de um cachorro com problema de comportamento muito; agressivo. O animal, depois de 10 dias, parecia outro, muito mais calmo. Utilizo também florais para animais em casos emocionais. Se nós equilibramos emocional, o organismo ganha condições combater as bactérias.
E os próximos livros?
Já tenho na editora outro livro em análise que tem o título: Todos os animais são nossos irmãos. E já estou escrevendo o terceiro. Pelas informações que recebi do plano espiritual, serão seis livros.
Entrevista realizada por Érika Silveira
(Extraído da Revista Cristã de espiritismo nº 29, páginas 54-59)

Fonte: http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3892&catid=81

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Prece dos animais que partiram (Autor Desconhecido)

Prece dos animais que partiram (Autor Desconhecido)
DEUS… cheguei no paraíso dos animais! Cuida dos meus donos que foram fiéis a mim assim como fui fiéis a eles;

DEUS, meu tempo na terra foi glorioso, tive donos fiéis que me amaram incondicionalmente, cuidaram de mim como de eu fosse um humano;

DEUS, enquanto estive na terra fui muito feliz, aprendi muitas coisas como a tolerância, a paciência e o companheirismo;

DEUS, sei que meu espírito esta evoluindo, sinto saudades dos meus donos, mas sei que essa passagem foi necessária;

DEUS, agradeço a benção do Senhor, por ter colocado em meu caminho humanos tão especiais;

DEUS, sei que quando vamos à Terra, nosso tempo é menor em relação aos humanos, mas tenho certeza de uma coisa: – gostaria de passar a eternidade inteira ao lado de pessoas tão especiais;

DEUS, sei que nesse momento eles estão sofrendo por mim, mas quero lhes dizer que o amor que sinto por eles é tão grande, que não existe espaço de tempo que possa nos separar;

DEUS, peço ao Senhor que cuide deles por mim, aqueça seus corações, alivie sua dor e principalmente que nesse momento eles saibam que estou aqui mandando muita energia de amor, e que eles saibam que para quem ama os animais serão sempre pessoas protegida pelo nosso reino.

Amém!

A Questão Espiritual dos Animais (Dra. Irvênia Prada)

A Questão Espiritual dos Animais (Dra. Irvênia Prada)
Irvênia Di Santis Prada – 16 de maio de 1999
Animais têm alma?
No início do século, Ernesto Bozzano, uma das maiores expressões do Espiritismo, publicou o livro Os animais têm alma?, no qual relata cerca de 130 casos de manifestações metapsíquicas em animais. Gabriel Delani e Herculano Pires, entre outros autores espíritas, também publicaram livros sobre o assunto, de onde pode-se concluir que existe nos animais algo mais que o mero invólucro físico.
A propósito do sofrimento dos animais, cabe lembrar o ensinamento de Emmanuel, através de Chico Xavier: “Que mal terá feito o aprendiz ao ir à escola?”. Quando, numa manhã fria, tiramos um filho pequeno da cama para mandá-lo à escola, podemos dizer que ele está pagando algum pecado? Claro que não. Ele vai para a escola para aprender.
Na escola da vida chamada Terra, o aprendizado tem um subproduto que se interpreta como sofrimento e que nada mais é que oportunidade de crescimento. É assim que se deve conceituar também o sofrimento dos animais. Quer o princípio inteligente esteja habitando em animais quer no homem, o sofrimento é sempre oportunidade para aprendizado e amadurecimento. Os animais estão, igualmente, aprendendo; por isso, eles têm também esse subproduto chamado sofrimento.
Animais podem ser médiuns?
Dependendo do conceito que se faça de médium, há três situações a analisar:
1. Manifestações inteligentes ou intelectuais. Sabe-se que em casos de psicofonia ou psicografia, por exemplo, existem registros na memória do médium que são aproveitados pelos Espíritos comunicantes para facilitar a comunicação. Nesse caso, é muito difícil que os animais possam servir de médiuns, porque no cérebro deles, certamente, não há muitas das informações de que os Espíritos necessitam para suas comunicações.
2. Manifestações de efeitos físicos. O médium funciona como colaborador. Como doador de fluidos. Nesse caso, é provável que os animais possam agir como médiuns.
3. Manifestações de sensibilidade, clarividência e clariaudiência. O médium apenas sente a presença de entidades, ou vê ou ouve os Espíritos. Nesse caso, com toda a certeza, pode-se afirmar que sim. Os animais sentem, ouvem e vêem os Espíritos. De todo modo, a mediunidade nos animais é mais uma questão cuja abordagem deve ser acoplada à própria discussão do conceito de médium.
A alma dos animais evolui?
Se chegarmos à conclusão de que os animais têm alma, uma segunda pergunta deve ser respondida em seguida: o Espírito humano representa a continuidade evolutiva da alma dos animais?
Para responder a essa pergunta, é preciso recorrer às obras da Codificação e da literatura espírita:
A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo. Gênese (Cap. III/21)
Os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação; há neles um princípio inteligente independente da matéria e que sobrevive ao corpo. Livro dos Espíritos (questão 597)
A inteligência do homem e a dos animais emanam de um princípio único. No homem, ela passou por uma elaboração que a eleva sobre a dos brutos. Livro dos Espíritos (questão 606 a)
É nos seres inferiores da criação, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e ensaia para a vida. É, de certa maneira, um trabalho preparatório, como o da germinaçãoe, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. É, então que começa para ele o período de humanidade, e com este a consciência do seu futuro, a distinção do bem e do mal e a responsabilidade dos seus atos. Livro dos Espíritos (questão 607 a)
Desde a ameba, na água tépida dos mares, até o homem, vimos lutando, aprendendo e selecionando invariavelmente. No Mundo Maior – André Luiz (cap. III)
O animal caminha para a condição de homem tanto quanto o homem evolui no encalço do anjo. Emmanuel – Alvorada do Reino
Bem pode dar-se que corpos de macacos tenham servido de vestidura aos primeiros Espíritos humanos, forçosamente pouco adiantados, que viessem encarnar na Terra. Como na Natureza não há transições bruscas, é provável que os primeiros homens que apareceram na Terra pouco diferissem dos macacos pela forma exterior e não muito também pela inteligência. Gênese (Cap. XI/15-16)
Atualmente, isso está comprovado pela ciência. O chimpanzé, primo afastado do homem, pertencente a outro tronco de nossa árvore evolutiva, possui um genoma apenas 1,6% diferente em relação ao do homem, ou seja, o código genético humano tem 98,4% de identidade com o do chimpanzé.
Instinto e inteligência
A Etologia – estudo individual e comparado do comportamento dos animais – comprova experimentalmente a existência de uma espécie de inteligência nesses seres. A essa espécie de inteligência, Kardec chamava inteligência instintiva. Segundo a teoria espírita da evolução, ela se manifesta no ser humano sob o nome de instintos.
Ontogênese e filogênese
Estudos atuais mostram a relação existente entre a Ontogênese – desenvolvimento individual de um organismo, do ovo à fase adulta – e a Filogênese – evolução progressiva de uma espécie ou grupo biológico, a partir de uma ou mais formas primitivas originárias.
O esforço da criança de um ano de idade para conquistar a postura ereta, que se processa em quatro fases – rastejar, engatinhar, puxar as coisas e finalmente ficar em pé -, lembra o aprendizado do princípio inteligente no seu esforço filogenético para conquistar a postura ereta, inexistente nos animais.
Os profissionais que trabalham com a fisioterapia e a terapia ocupacional têm afirmado que, nos casos de deficiências motoras, estão obtendo ótimos resultados com tratamentos que retomam os estágios iniciais da manifestação motora, ou seja, retomar a sucção, o rastejar, o andar de quatro para, finalmente, resgatar toda a função motora mais especializada.
O retomar do início facilita as coisas. Se interrompermos a execução de uma música no teclado ou a declamação de uma poesia, seremos mais bem-sucedidos retomando-as do início que do meio para o fim.
Isso demonstra que o Espírito já passou por esse aprendizado em fases anteriores. Para vencer a dificuldade, é muito mais fácil para ele recapitular o que aprendeu.
Ontogênese recapitula filogênese
O embrião humano de 21 dias e o embrião do porco de 31 dias possuem arcos branquiais idênticos. Quem tem brânquias são os peixes. As primeiras fases do embrião – do ser humano, dos suínos, dos cavalos, dos cães e assim por diante – têm as mesmas formas e características, porque, a partir da célula-ovo, ele recapitula todas as suas formas evolutivas anteriores e o organismo humano acaba ficando com resíduos dessas estruturas. Nós já tivemos brânquias em determinado momento de nossa jornada evolutiva.
No cérebro, podemos comprovar isso de maneira mais clara. O projeto que estrutura a formação do cérebro dos animais e o do homem é o mesmo.
Lembra o brinquedo de blocos para montar: permite a montagem de casas simples a castelos. Nos peixes, só existem alguns tijolinhos; os répteis têm um pouco mais; nas aves e nos mamíferos, já aparecem formando camadas; no homem, ele é bastante aperfeiçoado. A estrutura e o projeto, porém, são os mesmos.
Segundo estudos atualizados, os cientistas notam que, desde os peixes até os mamíferos, a medula espinhal já possui estabilidade morfológica. O cérebro é que ainda está em processo de modificação lenta. Isso é notado em todos os animais, inclusive no homem. Segundo esses cientistas, o homem do futuro ainda vai sofrer muita modificação em sua massa cerebral.
Relacionados ao tema, é possível lembrar os ensinamentos de André Luiz (No Mundo Maior, capítulos III e IV), que diz: “O cérebro é a casa mental, órgão sagrado da manifestação da mente em trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana”. “O mundo das idéias passa para o corpo físico e se torna idéias através do cérebro”.
Essa casa mental possui três andares:
1º andar – o Inconsciente: onde estocamos toda a aprendizagem do passado. É o id, a sede dos instintos, hábitos e automatismos. É a parte mais representativa do cérebro dos animais.
2º andar – o Consciente: É tudo o que está entrando no nosso cérebro agora. É o ego, o presente. Representa nossas conquistas e esforços de vontade.
3º andar – o Supraconsciente: É o superego, onde trabalhamos nosso futuro. Representa nossas ascensão, idéias e metas.
A parte do cérebro que atua com as funções mentais mais elevadas é o lobo frontal do crânio. Nos chimpanzés, a parte menos evoluída do cérebro está exatamente no lobo frontal, ou seja, neles ainda predominam os instintos (1º andar).
Nos processos obsessivos, há uma espécie de desligamento das atividades superiores e o comando passa a ser feito pelas áreas primárias e instintivas. O corpo físico executa funções automáticas, independentemente da vontade e da razão.
Ainda em No Mundo Maior, André Luiz relata o caso de um processo obsessivo entre um obsediado encarnado e o obsessor desencarnado. Espiritualmente, rolaram do 3º andar, entregando-se ao relaxamento da vontade; deixaram de abrigar-se no 2º andar, perdendo a oportunidade de reerguerem-se e caíram na esfera dos impulsos instintivos, no 1o andar, onde estão arquivadas todas as experiências da animalidade anterior.
Para encerrar, cabe chamar a atenção para o fato de que, de acordo com o observado em meu trabalho, os estudos científicos atuais, particularmente a Etologia, comprovam tudo o que Kardec, André Luiz, Emmanuel e os Espíritos Superiores têm revelado nesse campo, ratificando as palavras de Kardec: “Ou a Doutrina Espírita caminha com a Ciência, ou a Ciência caminhará sozinha”.

***

*Dra. Irvênia Prada é veterinária, e trabalha no campo da Neuroanatomia de animais. Oradora e escritora espírita, no livro A questão espiritual dos animais, aborda, à luz da Codificação Espírita, as descobertas da ciência atual sobre o tema.

A Perda de um Mascote (Pillar Gomide do Valle)

A Perda de um Mascote (Pillar Gomide do Valle)

Os veterinários se deparam com uma alta incidência de perda de pacientes tanto neonatos como também geriátricos em razão das vidas naturalmente mais curtas dos animais, quando comparadas com humanos.
Após uma perda as pessoas experimentam muitas emoções incluindo negação, raiva, culpa e depressão. É importante que existam ouvintes simpáticos e receptivos para que as pessoas se sintam suficientemente seguras para expressar o seu sentimento. A pessoa que lamenta a perda de seu animal experimenta não somente uma falta de apoio das outras pessoas, mas pode, de fato, encontrar uma reação negativa sobre o seu sentimento de luto. Muitos veterinários podem não perceber que também sofrem uma perda e experimentam o luto quando o animal morre. Sua primeira reação pode ser de negação, seguida pela raiva por perder o paciente.
Há muito tempo os psicólogos reconheceram que o luto experimentado pelos proprietários de animais após a morte destes é o mesmo experimentado após a morte de uma pessoa. A morte de um animal de estimação significa a perda da fonte de um amor incondicional e por isso os proprietários procuram por respostas para diminuir seu sentimento de perda.
Frequentemente um cão ou gato morto é levado ao veterinário na tentativa de elucidar a causa do óbito. Algumas vezes o criador tem interesse financeiro significativo na ninhada e busca um diagnóstico especifico para poder solucionar um problema e saúde em uma criação comercial, em outras um novo proprietário quer saber por que o neonato morreu; nos casos em que um animal recém adquirido é envolvido, há risco de litígio entre o proprietário e o criador. Ocasionalmente, os proprietários deixam suas cadelas ou gatas terem uma ninhada para mostrar aos filhos o milagre da vida, e estão mal preparados para o milagre do óbito, e, desesperadamente, buscam uma causa de morte para responder às perguntas das crianças.
É importante que os veterinários se tornem proativos na preparação dos proprietários para a morte de um animal, iniciando este trabalho vários anos antes. A menção da expectativa de vida realista para a espécie e raça apresentadas na primeira visita é muito adequada. Além disso, o clinico deve se mostrar sensível e prestativo, assim como imparcial sobre os desejos e escolhas do proprietário após a perda de seu animal.
Saber qual conduta seguir na hora de passar uma notícia de óbito ao proprietário com segurança e delicadeza para esclarecer suas dúvidas é primordial para manter a relação de confiança entre o cliente e o veterinário.

Autora: Pillar Gomide do Valle (VALLE, P. G.).

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

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Estruturas do cérebro responsáveis pela produção da consciência são análogas em humanos e outros animais, dizem neurocientistas (Thinkstock)
O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Divulgação
Philip Low
Philip Low: “Todos os mamíferos e pássaros têm consciência”
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. “As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência”, diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:
Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.
Quais animais têm consciência? Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos. 
É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante. 
Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica. 
Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora. 
Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados. 
As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo. 
O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nao-e-mais-possivel-dizer-que-nao-sabiamos-diz-philip-low

Centro espírita dedica-se a receber cães, gatos e outros animais, em SP

Palestra antes do “passe”: pacientes em silêncio. Foto: Agliberto Lima

Uma casa de esquina pintada de verde, no Parque Vitória, na Zona Norte, apresenta um movimento parecido com o de um consultório veterinário às quintas, sextas e aos domingos. Dezenas de gatos e, principalmente, cachorros entram e saem presos em coleiras, dentro de caixinhas e aconchegados no colo de seus tutores. Não se trata de uma clínica médica, mas da Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama), o único centro dessa doutrina religiosa da capital especializado em receber aniamis de todas as espécies.

“Queremos mudar a consciência das pessoas em relação a esses seres vivos, que têm alma e dependem de nós”, afirma Sandra Denise Calado, presidente da entidade. Ela diz que se descobriu médium no fim da década de 90. Com dois amigos veterinários, Marcel Benedeti e Cristiane Villarista, criou, em 2006, a Asseama. Três anos depois, a associação ganhou sede própria, onde hoje são atendidos 200 pessoas por semana.

A médium Sandra: “Aqui é só mais uma etapa no processo de cura”. Foto: Agliberto Lima

Num domingo típico, o dia de maior movimento, os carros começam a chegar por volta das 8h30. Os frequentadores se reúnem em um quintalzinho, onde há uma lanchonete vegana (sem carne, laticínios e ovos). Só são vendidos produtos como croquete de alho-poró com tofu defumado e coxinha de proteína de soja. Em seguida, as pessoas com seus animais se dirigem a uma sala repleta de quadros religiosos — com imagens de Jesus e São Francisco de Assis, padroeiro dos animais — para orar e assistir a uma palestra. Durante quinze minutos, os animais permanecem surpreendentemente em silêncio, sentados junto de seus tutores. Vez ou outra uma sinfonia de miados ou latidos toma o ambiente, porém o barulho dura pouco tempo.

No fim da apresentação, um a um eles se dirigem para um cômodo separado a fim de “tomar passe”. De acordo com a doutrina, esse processo se dá quando um espírito transmite energias através das mãos de um médium, colocadas na cabeça do animal. A dona de casa Eloisa Lorenzetti, criada em família católica, aparece ali toda semana com seu pequeno poodle Kiko, de 11 anos. Ele foi diagnosticado com linfoma em maio e perdeu a maioria dos pelos por causa das sessões de quimioterapia. “Antes eu só chorava”, diz ela. “A Asseama me trouxe muito consolo.”

Sempre gratuito, o tratamento também pode ser realizado a distância. Cerca de 3.500 animais de outros locais do Brasil e até do exterior, entre cavalos, ovelhas, porcos e galinhas, foram cadastrados por seus tutor no site da entidade para receber as boas vibrações. Logo após as sessões ao vivo, o grupo de quinze voluntários se reúne para pedir auxílio divino para os animais distantes. Nessa hora, o tutor precisa estar junto do companheiro, em silêncio e concentrado. Mantida por doações, a Asseama promove ainda festas temáticas e aulas de culinária vegetariana. No começo do mês, a equipe lançou o livro “O Evangelho dos Animais”, psicografado pela própria Sandra.

Oração: 200 pessoas vão ao centro por semana. Foto: Agliberto Lima

Quase todos os animais que aparecem por lá sofrem com algum problema de saúde. É o caso da gatinha Lola, que perdeu a visão por causa de um herpes-vírus. “Quando vim para cá, achei que aconteceria um milagre e ela se recuperaria totalmente”, conta a aposentada Yara Alves. “Isso não aconteceu, mas o atendimento ajudou muito em pequenos problemas, como a baixa imunidade dela.”

O alegre cão dachshund Bola, de 7 anos, se locomove com um carrinho acoplado a suas patas traseiras por causa de uma paraplegia. Já o cocker Boby enfrenta um câncer no fígado. “Ele sempre sai daqui muito tranquilo”, garante sua tutora, a psicóloga Márcia Souza.

Apesar das reações positivas, a presidente da Asseama não aconselha ninguém a abandonar o tratamento veterinário. “Aqui é só mais uma etapa para auxiliar na cura”, diz. Outra pergunta recorrente relacionada ao serviço é a seguinte: quem perdeu um animal querido pode encontrar sua “alma” circulando pelo local? Acredite se quiser: de acordo com Sandra, seria possível, sim, ter notícias de animais já falecidos. Mas somente médiuns como ela conseguiriam ver esses espíritos.

Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama)

Rua Manuel de Moura, 63, Parque Vitória
Tel.: 3534-3643
Quinta, 16h30 e 17h30; sexta, 19h; domingo, 9h, 9h50, 10h45 e 11h35 www.asseama.com.br.

Fonte: Veja SP

Fonte da Internet: http://www.anda.jor.br/27/10/2011/centro-espirita-dedica-se-a-receber-caes-gatos-e-outros-animais-em-sp