Corpo e Perispírito

Fonte do artigo: http://www.oliver.psc.br/pesquisas/corpo%20.htm

Corpo e Perispírito

O corpo é o instrumento que o espírito usa para atuar nos mundos materiais. Precisa, portanto, atender às necessidades dele, aos objetivos que ele traz ao reencarnar. O corpo é considerado um produto ideoplástico do espírito; logo após a fecundação, o espirito reencarnante une-se, pôr um cordão fluídico ao óvulo e, pôr meio dele, influencia automaticamente a formação do embrião e do feto; pôr isso, o estado de perturbação da consciência não impede que o espírito imprima suas características básicas no novo corpo. Consequentemente, o organismo reflete o estado daquele. As doenças físicas, em suma, não passam de distúrbios do perispírito transpostos para a carne , que promove o tratamento das imperfeições do espírito em si. Daí deriva a importante função das moléstias na vida do espírito eterno.
O corpo material merece todo o nosso cuidado, pois é ele uma concessão da Bondade Divina, em vista do nosso comportamento não torna-lo um direito, pôr méritos adquiridos. Assim, recebemo-lo, ajustado às nossa necessidades evolutivas, porquanto, os mentores do Plano Espiritual produzem nele, atuando sobre os cromossomas do óvulo, as alterações indicadas para nossa melhoria: aqui, uma lesão numa válvula do coração, ali um diabete, acolá um intestino preso ou uma perna curta, etc. Assim, além das inferioridades que cada um impõe ao seu corpo pôr pertencerem ao espírito, pode haver defeitos impostos pôr necessidades expiatórias.
Cada espírito tem o corpo que merece e de que necessita; amemos esse ‘jumentinho’, consoante a expressão de Francisco de Assis, com o caridoso zelo que dedicamos ao mais fiel dos amigos, pois que ele se constitui sustentáculo para a nossa redenção. Se você o tem jovem, ajude-o; se desabrocha para a adolescência, mantenha-o; se repousa na maturidade, conserve-o; se o observa envelhecido, seja-lhe grato. Um corpo, mesmo limitado, enfermiço ou anormalizado, é o maior tesouro que Deus oferece a um espírito devedor. As formas desgraciosas do corpo , expressam a sabedoria celeste em nosso favor. Traços belos e anatomia harmoniosa representam responsabilidade e perigo eminente, ambos, porém, marcham para o túmulo mais cedo ou mais tarde… Se o centro das emoções não nos concede grandes vôos no campo dos sentidos, agradeçamos ao Senhor, que o modelou de tal forma que não conseguiremos reincidir em novos desequilíbrios, se a imobilidade nos domina alguns membros, aprendamos em silêncio e busquemos soluções a fim de que no futuro, em outras jornadas, possamos vitalizar esses mesmos membros; é nosso dever alimentar a máquina orgânica para viver, de modo a não viver apenas para se alimentar.
Sabemos que o corpo é constituído de trilhões de células que são outras tantas vidas microscópicas (nossos irmãos menores). Cada vida, pôr mais insignificante, possui expressão magnética especial. A vontade , não obstante condicionada pôr leis cósmicas e morais, inclinará a comunidade dos corpúsculos vivos que permanecerão a nosso serviço pôr tempo limitado. Assim sendo, tomemos cuidado com os medicamentos que estamos usando, evitemos o uso indiscriminado de antibióticos e tantos outros “venenos tóxicos”. Não deixemos para procurar o médico homeopata somente depois de perder a ‘fé na alopatia’, pois aí, estaremos saturados de medicamentos e exaustos da incessante peregrinação pêlos consultórios médicos; aqui, diante de um ritmo irregular acusado pelo exame de eletrocardiograma , o médico acusa uma disfunção cardíaca; ali, após outros exames, outro facultativo opina pôr avançada estase biliar ou aderência da vesícula; além, depois de submetido a nova serie de radiografias, pontifica-se o diagnóstico da úlcera duodenal, com os tradicionais ‘nichos’ da terminologia médica. O paciente, já em desassossego e viciado à procura de uma ‘doença’, esquece que o seu problema é um só e origina do seu psiquismo perturbado nesta ou nas vidas anteriores, prossegue submetendo-se a novos exames, novas radiografias e pesquisas de laboratório. Sem dúvida, para esse tipo de enfermo o tratamento homeopático seria excelente, se ele já não se encontrasse grandemente intoxicado pela Alopatia e desconfiado também das doses infinitesimais da homeopatia. Mas, lamentavelmente, ainda é pequena a percentagem de indivíduos que se encontram realmente em condições mentais, emocionais e confiantes, para se tratarem pela terapêutica suave e exata da Homeopatia.
Importante, muito importante é cuidarmos da alimentação também; a preferencia pela alimentação vegetariana, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que a alma progride , é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos reinos inferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, a poética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores. “Os iniciados hindus” sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais, e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre as injunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se da opressão vigorosa das tendências hereditárias do animal. Não aceitemos a idéia de que a alimentação carnívora principalmente no ocidente, já é um hábito estratificado no psiquismo humano e que estamos condicionados organicamente à ingestão de carne e que sentir-nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta. Hoje, já existem provas irrecusáveis de que podemos viver e gozar de ótima saúde sem recorrer à alimentação carnívora. Além disto, temos que considerar que os animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinários, são rigorosamente vegetarianos , tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comer carne, devemos compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também estão condicionados em nós e teremos que elimina-los definitivamente do nosso psiquismo.
Compreendemos que a proteína é de primeira importância, porque constitui músculos, pele, cartilagem, hemoglobina, enzimas, hormônios e anticorpos; cerca de 20% do corpo é formado pôr elas e ela é essencial para o crescimento e a manutenção dos tecidos. As grandes moléculas de proteína são formadas pôr 22 aminoácidos, que são como elos de uma corrente. Na síntese destas moléculas realizadas pelo organismo humano, todos esses 22 aminoácidos devem estar presentes ao mesmo tempo. O organismo pode produzir 14 destes 22 e os 8 restantes são os ‘aminoácidos essenciais’ e devem ser ingeridos. A proteína animal tem todos eles, contudo, basta a combinação de um cereal e uma leguminosa para se obter o mesmo resultado ou seja, o popular arroz com feijão fornece também os 8 aminoácidos para formar a proteína completa. O sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato; a antropofagia dos selvagens era bastante inocente, em face do seu apoucado entendimento espiritual; eles devoravam o seu prisioneiro de guerra , na ilusão de herda-lhes as qualidades e o seu vigor sanguinário. Os ‘civilizados’, para atenderem as mesas lautas e cheias de órgãos animais, especializam-se nos requintes culinários, fazendo da necessidade do sustento uma arte enfermiça de prazer. O selvagem oferecia o tacape ao seu prisioneiro, para que ele se defendesse antes de ser moído pôr pancadas; depois, rompia-lhe as entranhas e o devorava , famélico, exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima era ingerida às pressa, cruamente, mas isso se fazia distante de qualquer cálculo de prazer mórbido. O ‘civilizado’, no entanto, exige os retalhos cadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados a fogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelo requinte do vinagre, da cebola e da pimenta; desculpa-se com o condicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutrição carnívora, mantém e sustenta a lúgubre indústria das vísceras e das glândulas animais enlatadas e paraninfa a arte dos cardápios da necrofagia pitoresca. Fazer do estômago um cemitério, será um tormento depois da transição para o mundo espiritual. Perdoe-me os colegas que não estão compreendendo essas dissertações, porém, além de ser melhor uma alimentação natural e saudável, estamos também falando de ceifar e obstruir a evolução natural de trilhões de vidas dos nossos irmão menores, e isso, faz com que adquiramos débitos nesse setor, “a semeadura e livre , porém, a colheita é obrigatória”…
No mundo espiritual, o espírito usa , como veículo de manifestação, um corpo especial que no espiritismo chama-se perispírito ou corpo astral (alma) . No corpo físico ele funciona como intermediário entre o espírito e o organismo, governando a formação e o funcionamento deste. Nas culturas de tecido (um fragmento de músculo ou de raiz) as células dividem-se sem parar, mantendo-se a vida vegetativa devido ao princípio vital, mas sem orientação pôr faltar o diretor do crescimento, o perispírito.
O perispírito é constituído de matéria rarefeita ,caracterizada pôr outro estado vibratório e varia de mundo para mundo. Ele é transformável e perecível , e poderá ser lesado e mesmo mutilado, com amplas perdas de substâncias ; em face da persistência na prática do mal, em certos casos, chega a assumir formas animalescas 
(serpentes, lobos etc.) pois é fato notório ser ele sensível e reagir ao estado moral do espírito. Se cometermos suicídios com um tiro no peito, o perispírito ficará ferido e ensangüentado pôr longo tempo; se tomarmos um cáustico, ele terá uma lesão na faringe, se nos apossarmos do alheio, as mãos ficarão como garras e vai pôr aí afora… Ele se purifica e torna-se etéreo conforme o espírito vai progredindo em moralidade. Pensamentos e sentimentos reagem constantemente sobre o perispírito, tornando-o mais denso e sombrio se forem maléficos ou mais leve e luminosos e forem benéficos.. Ele emite radiações que variam de natureza e intensidade conforme o estado mental do seu portador. Somente o perderemos quando houver a ” segunda morte” … Os espíritos superiores se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza, pôr enquanto não nos é dado a sondar. Na realidade pode ser chamada de uma “nova vida” já que se nasce para uma vida superior, ou uma nova etapa evolutiva…
Noutros casos, os espíritos se submetem a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perisperísticos para renascerem na carne terrestre. Os primeiros são servidores enobrecidos e gloriosos, no dever bem cumprido, enquanto que os segundos são colegas nossos, que já merecem ou precisam da reencarnação, todavia, tanto quanto ocorre aos espíritos desses dois tipos, os ignorantes e os maus, os transviados e os criminosos também perdem um dia, a forma perispiritual. Pela densidade da mente, saturada de impulsos inferiores, não conseguem elevar-se e gravitam em redor das paixões absorventes que pôr muitos anos elegeram em centro de interesses. Na segunda morte nos planos inferiores, o espírito cai em si mesmo, e vai caindo sempre, se retraindo e contraindo, egoisticamente; como em sua intimidade é uma centelha divina, ele não deixa de existir como centelha Divina e eterna, mas desaparece como identidade ou seja, como criatura personalizada e volta à ignorância do princípio; nesse ponto, se caracterizam como fetos ou amebas mentais e são utilizados pôr espíritos perversos para auxiliarem no processo obsessivo. O caminho para esses “ovóides” é a reencarnação na crosta da terra ou em setores outros da vida congênere. “O espírito não retrograda porém, a forma perispiritual se degrada”.
Em suma, ele é um verdadeiro arquivo de tudo quanto o sujeito aprendeu, experimentou e assimilou. Recordações, conhecimentos acumulados, vidas passadas etc. , tem nele o registro. Ele é o agente de todas as manifestações da vida, tanto na terrena para o homem, quanto na espiritual para o espírito. Os chamados “concomitantes orgânicos” das emoções, como ansiedade, ódio e medo, são sintomas físicos de desarranjos funcionais provenientes de estados de espírito que atingem o corpo através do perispírito; uma pessoa ansiosa pode precisar ir ao banheiro freqüentemente, comer demais, etc. Sua matéria rarefeita deixa-se modelar pela força do pensamento e, assim, os espíritos podem mudar a aparência se o quiserem, sem alterar, é claro, a natureza íntima, pois, ninguém consegue negar sua posição evolutiva.
Resumindo, podemos dizer que, utilizando alimentos ou bebidas tóxicas, o homem não só poderá contrair vícios lamentáveis como atingir, a partir do corpo físico, através das energias vitais o seu corpo espiritual. Este verá comprometido o delicado equilíbrio dos seus “centros de força”, correspondente aos órgão físicos. Do mesmo modo, desencadeando vibrações deletérias, pelo pensamento desregrado atingirá, através do perispírito, o corpo físico que verá alteradas suas funções vitais. É assim que o espírito invigilante após o desencarne poderá ver-se portador de um corpo espiritual doentio a reclamar ainda o concurso do hospital e a assistência do médico no plano espiritual. Conforme a gravidade das lesões verificadas poderá trazer para uma outra vida física os reflexos da disfunção nos centros de força perispirituais, a manifestarem-se como enfermidades incuráveis ou rebeldes aos tratamentos da medicina terrena. Estas tem pôr finalidade drenar para as células físicas os fluidos perniciosos imprudentemente assimilados durante anteriores existências.
Iniciemos, portanto, a partir de agora, a nossa profilaxia psico-física, construindo a nossa “saúde integral”…
Oliver

Fontes: ((Libertação, Missionários da Luz, André Luiz; Evolução p/ o terceiro milênio, Carlos T. Rizzini; Saúde Integral, Vilma A. do Brasil; Fisiologia da Alma, Ramatis; Ementário Espírita, Marco Prisco. )

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