Perdão para Nós Mesmos – XXIV (Sergito de Souza Cavalcanti)


Perdão para Nós Mesmos – XXIV
(Sergito de Souza Cavalcanti)
Se se sente infeliz, remoendo faltas pretéritas pensando não serem elas, dignas do perdão de nosso Pai Celestial, é hora de começar a perdoar a si mesmo.
O Cristo nos concitou a amar ao próximo como a nós mesmos. Contudo o perdão, é sentimento nobre, que abre nosso coração, pois é possuidor da chave de nossa saúde física e mental.
No Evangelho, em Atos dos Apóstolos (7:30) está escrito: “Deus não leva em conta os tempos da ignorância”. O próprio direito penal dos homens classifica e penaliza os crimes dentro dos padrões intencionais ou doloso, passional ou ocasional. se assim age a justiça dos homens, por que pensar que o Poder Inteligente que nos rege, julgar-nos-á sem levar em conta nosso tempo de ignorância? Somos muito mais ignorantes do que maus, pois se não fora isto, Jesus ao expirar crucificado entre dois ladrões, não teria suplicado: “Pai perdoai, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).
Se todos tivéssemos a certeza de que tudo que semeamos tivessemos forçosamente que colher, nossas faltas seriam menores, tão quanto nossos sofrimentos.
Se vivemos num planeta de dor, de provas e expiações é devido à nossa ignorância sobre as leis sábias e divinas que nos regem.
Mudemos nossas vidas e tudo mudará ao nosso redor.
O que importa é nossa atitude sincera de arrependimento, de querer mudar de rumo, esquecendo nosso passado e seguindo à frente, rumo à nossa evolução.
Tenhamos fé na misericórdia divina, e reafirmemos dentro de nosso íntimo:
“eu perdôo, e me liberto de todo o meu passado sombrio”.
A perfeição absoluta não é própria de um planeta de provas e expiações como o nosso, aliás a exigência da perfeição é considerada uma das piores inimigas da criatura humana.
Em Salmos (8:11), encontramos: “Tu és bom, Senhor, e perdoas”.
A desestima a nós próprios, nasce quando não nos aceitamos como somos. Admitir e aceitar os outros como eles são, nos permite que eles nos admitem e nos aceitem como somos.
É, portanto, na prática e no esforço do perdão para nossos inimigos é que estamos rogando o perdão para nós mesmos.

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