O que fazer diante da perda, pela morte, de alguém querido? (Divaldo Pereira Franco por Joanna de Ângelis)

A mais pungente dor moral, pertinaz e profunda, é a que decorre da separação imposta pela morte física.

***
Não te rebeles ante as conjunturas da morte, que te separou, momentaneamente, do ser a quem amas.

Não será definitiva tal circunstância.

Tem paciência e espera, preparando-te para o reencontro que logo mais se dará.

Os teus afetos te aguardam, esperançosos. Não os decepciones com a revolta ou com o desespero injustificado.

Eles vivem como também viverás.

Anteciparam-te na viagem, mas não se apartaram, realmente, de ti.

Não os vês, como estão ao teu lado…

Se os amas, estão contigo, se os detestas, vinculam-se a ti.

Não os fixes às memórias inditosas, aos impositivos da paixão, às condições da tua dor.

Luariza a saudade, mediante a certeza de reencontrá-los.

Divaldo Pereira Franco por Joanna de Ângelis “Joanna de Ângelis Responde”, questão 93, baseada na obra Oferenda, da mesma autora.

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