Os animais conversam entre si? (Adriano Henrique de Oliveira)

Os animais conversam entre si? (Adriano Henrique de Oliveira)*

Há muito, uma indagação perturba o raciocínio humano: os animais têm alguma linguagem para se comunicarem entre si? Sábios da Zoologia afirmam que sim; outros estudiosos, todavia, alegam o contrário. Essa intrigante questão atravessou séculos e recebeu o comentário das Entidades Superiores, em O Livro dos Espíritos.

Como nos testificaram os Instrutores do Além, nossos irmãos inferiores também utilizam elementos de comunicação em suas relações. Eles dialogam entre si, embora não percebamos.

Um artigo publicado no Diário de Pernambuco (2/11/93), intitulado “As baleias falam e têm até sotaque” é uma confirmação inequívoca daquilo que os Espíritos revelaram na pergunta 594 de O Livro dos Espíritos: “Têm os animais alguma linguagem? – Resposta: Se vos referis a uma linguagem formada de sílabas e palavras, não. Meio, porém, de se comunicarem entre si, têm. Dizem uns aos outros muito mais coisas do que imaginais. Mas, essa mesma linguagem de que dispõem é restrita às necessidades, como restritas também são as idéias que podem ter.” 1

O artigo cita: “Os complexos sistemas utilizados pelas nações do Ocidente para tirar submarinos russos de seus esconderijos no Atlântico, durante a Guerra Fria, descobriram que as baleias ‘falam’ entre si. O conteúdo dos chamados e mensagens que as baleias trocam continuamente, embora continue sendo parcialmente misterioso, já foi em parte interpretado, utilizando-se os sofisticados sistemas de espionagem acústica, aperfeiçoados quando a URSS era una (…). Tudo isto significa que, pela primeira vez, se tem a certeza porque as grandes famílias de baleias não se misturam”. E já supõem os cientistas que pássaros e rãs, semelhantemente às baleias, também trocam mensagens.

É O Livro dos Espíritos antevendo a ciência!

Assim, Deus, em Sua Magnitude e Munificência, do mesmo modo que concedeu ao homem recursos de comunicação riquíssimos em vastidão vocabular, também outorgou a Seus filhos menos complexos, uma espécie de linguagem, apropriada ao seu nível. Razão teve Pitágoras, ao asseverar: “Só Deus é Sábio!”.

1- Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, cap.11 – 2.ª parte. FEB. RJ.

*Autor dos livros Em busca dos limites da inteligência e 1000 Pensamentos de personalidades que influenciaram o mundo – Ed.DPL.

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O cachorrinho do Chico de volta
(Boneca e Chico Xavier)

“Quando nós amamos o nosso animal, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta”

Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo.

Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse. Chico então dizia:

– Ah, Boneca, estou com muitas pulgas!!!

Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho.

Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e a enterrou no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem, contudo, desalinhá-la de sua manta.

A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.

– Ah, Boneca, estou cheio de pulgas!!! – disse Chico.

A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram:

– Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!!!

Emocionados, perguntamos como isso poderia acontecer.

O Chico respondeu:

– Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. É, Boneca está aqui, sim, e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis. Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto, quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.

Texto: Boneca & Chico Xavier, de Adelino da Silveira.

Fonte: http://www.correiofraterno.com.br/index.php?Itemid=42&id=196&option=com_content&task=view

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