Vá com Deus (Richard Simonetti)

Atrasado, Chico Xavier seguia apressado para o serviço.

Ao passar pela residência da senhora Alice, frequentadora do Centro, ela veio ao seu encontro:

– Chico, estou esperando por você para pedir-lhe uma explicação.
– Desculpe, Dona Alice. Agora não posso. Conversaremos depois.

Mal dera alguns passos, apareceu Emmanuel:
– Volte, Chico, atenda à nossa irmã. Gastará apenas alguns minutos que não irão prejudicá-lo.

O médium obedeceu, como sempre.

A senhora queria saber como tomar determinado remédio homeopático que, por seu intermédio, o Doutor Bezerra de Menezes lhe receitara.

Atendida a solicitação, o médium apressou o passo, enquanto ela agradecia, sensibilizada:

– Deus lhe pague, Chico! Vá com Deus!

Mal dera alguns passos, Emmanuel reapareceu.
– Olhe para trás.

O médium voltou-se.

Observou, surpreso, fluidos luminosos que saíam da boca de Dona Alice.

Vinham em sua direção, proporcionando-lhe agradável sensação.
– Percebeu, Chico, o resultado, quando nos dispomos a servir? Imagine se, ao invés de vá com Deus, ela dissesse, magoada, vá com o diabo! Sairiam coisas diferentes de seus lábios.

*******

Exercitamos, em nossa mente, duas funções de suma importância, que guardam correspondência com aparelhos usados em radiofonia:

– Transmissor.

Emitimos vibrações que se expandem ao nosso redor, atingindo as pessoas com as quais convivemos, exprimindo nossos sentimentos por elas.

– Receptor.

Acontece o inverso. Captamos suas vibrações, exprimindo os sentimentos que nutrem por nós.

Assim, influenciamos e somos influenciados por esses mecanismos sutis, sem que o percebamos.

Muito de nossos estados de ânimo, envolvendo sensações de tristeza ou alegria, euforia ou depressão, idéias positivas ou negativas, tem origem nessa permuta íntima:

– Disciplinar a mente.

Cultivar pensamentos positivos, sem jamais vibrar negativamente contra pessoas ou situações no cotidiano.

– Cultivar espírito de serviço.

A disposição de ajudar o próximo, fazendo por ele todo o bem que gostaríamos de receber, conforme ensinou Jesus, conquistará simpatia. Assim, seremos sustentados psiquicamente, por um manancial de vibrações positivas, emitidas pelos beneficiários de nossas ações.

Com tais iniciativas, ainda que eventualmente enfrentemos vibrações negativas de quem não concorde com nosso modo de ser ou nutra sentimentos de antipatia e animosidade por nós, estaremos resguardados pelas abençoadas energias do Bem.

(Fonte: Rindo e Refletindo com Chico Xavier, de Richard Simonetti).

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